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Uefa notifica Fifa e exige preservação de provas sobre projeto comercial

A Uefa notificou Gianni Infantino para preservar documentos sobre o projeto Fifa Forward Enterprise, sinalizando uma possível disputa judicial.

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Foto: Times Brasil
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02/08 às 22:15 · atualizado 03/08 às 08:04

Pontos principais

  • A Uefa exige a preservação de e-mails e registros ligados à criação da Fifa Forward Enterprise (FFE).
  • O projeto visava vender 20% dos direitos comerciais da Fifa a investidores privados, com valuation de US$ 20 bilhões.
  • A entidade europeia ameaça levar o caso à Justiça e boicotar competições caso a Fifa prossiga com a iniciativa.
  • A notificação foi enviada a Infantino e a consultores envolvidos, como o JP Morgan e Joshua Kushner.
  • A destruição de documentos após este aviso formal poderá ser caracterizada como ocultação de provas em um futuro processo.

A Uefa enviou uma notificação formal à Fifa e ao seu presidente, Gianni Infantino, exigindo a preservação imediata de todos os documentos, registros e comunicações relacionados ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A iniciativa, que previa a abertura das operações comerciais da entidade para investidores privados com uma avaliação de mercado de US$ 20 bilhões, gerou forte resistência entre confederações nacionais e europeias. A Uefa argumenta que a Copa do Mundo não deve ser tratada como um ativo de investimento e alertou que a destruição de qualquer material ligado ao plano poderá ser utilizada como prova de obstrução em uma futura disputa judicial.

O projeto, que contava com o interesse de investidores como a Thrive Eternal e o JP Morgan, foi temporariamente suspenso após a pressão interna, mas a notificação da Uefa mantém a tensão jurídica em alta. Paralelamente, a gestão de Infantino enfrenta um desgaste político crescente, agravado por sua proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump, e pela perda de apoio de federações nacionais, como a galesa, que já retirou o suporte à sua candidatura para o mandato de 2027 a 2031. A crise coloca em xeque a governança da entidade e a viabilidade de futuras tentativas de privatização de seus direitos comerciais.

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