Economistas criticam proposta de Lara Resende para Selic a 7,5%
Especialistas alertam que a redução artificial da taxa de juros pode causar inflação, fuga de capitais e forte desvalorização do real.
Pontos principais
- André Lara Resende propõe reduzir a Selic para 7,5% ao ano em 12 meses.
- A proposta inclui a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional.
- Economistas apontam riscos de crise cambial e perda de credibilidade do Banco Central.
- Maílson da Nóbrega estima que o dólar poderia atingir a faixa de R$ 6 a R$ 7.
- Críticos contestam o uso de reservas internacionais para conter pressões no câmbio.
A proposta do economista André Lara Resende de reduzir a taxa Selic para 7,5% ao ano em um período de 12 meses gerou forte reação negativa entre especialistas. O plano prevê a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para definir metas de longo prazo e sugere o uso de reservas internacionais, atualmente acima de US$ 350 bilhões, para mitigar eventuais volatilidades cambiais decorrentes da queda abrupta dos juros.
Economistas como Alexandre Schwartsman, Felipe Miranda e o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega alertaram que a medida poderia desencadear uma fuga de capitais e elevar a cotação do dólar para patamares entre R$ 6 e R$ 7. Segundo os críticos, a intervenção artificial na política monetária, sem reformas estruturais prévias, comprometeria a credibilidade do Banco Central e pressionaria a inflação, além de representar uma possível interferência nas atribuições do Congresso Nacional.
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