Boulos e Tarcísio trocam críticas sobre reajuste do ICMS em 2027
O Confaz fixou, em todo o país, novas alíquotas de ICMS sobre combustíveis com efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2027, e o ministro Guilherme Boulos e o governador Tarcísio de Freitas divergem sobre o aumento.
Pontos principais
- Na 433ª Reunião Extraordinária, realizada em 27 de outubro de 2026, o Confaz celebrou os Convênios ICMS nº 127 e 128, que fixam as novas alíquotas.
- A gasolina e o etanol anidro passam a R$ 1,64 por litro (Convênio 127), alta de 4,5%.
- O diesel e o biodiesel passam a R$ 1,30 por litro, alta de 11,1%, e o GLP e o GLGN ficam em R$ 1,54 por litro (Convênio 128).
- Segundo o governo de São Paulo, o impacto no estado varia entre R$ 0,07 e R$ 0,13 por litro.
- Boulos acusou Tarcísio de incoerência política, enquanto o governador afirmou que o ministro distorce os fatos.
- O governo paulista defende que a medida foi aprovada por unanimidade no conselho nacional.
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, na 433ª Reunião Extraordinária realizada em 27 de outubro, os Convênios ICMS nº 127 e 128, que fixam novas alíquotas do imposto sobre combustíveis em todo o país. A gasolina e o etanol anidro passam a R$ 1,64 por litro, o diesel e o biodiesel a R$ 1,30, e o GLP e o GLGN a R$ 1,54. Os convênios entram em vigor com a publicação da ratificação nacional no Diário Oficial da União e produzem efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2027.
A medida desencadeou um embate político entre o ministro Guilherme Boulos e o governador Tarcísio de Freitas. Boulos criticou o gestor paulista, alegando incoerência com promessas de campanha, enquanto Tarcísio rebateu as declarações, acusando o ministro de distorcer os fatos. O governo de São Paulo sustenta que o reajuste seguiu uma regra nacional aprovada por unanimidade pelos estados no Confaz.
