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Acionistas da Raízen aprovam aumento de até R$ 39,8 bi para plano de recuperação

Em assembleias de 30 de outubro, os acionistas da Raízen, companhia brasileira, aprovaram as medidas para implementar o plano de recuperação homologado em julho, que reestrutura R$ 61,4 bilhões em dívidas e prevê separar a companhia em duas companhias abertas.

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Foto: Times Brasil
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31/10 às 13:00, atualizado 21:01

Pontos principais

  • Aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões, em três emissões: ações ON e PNB a R$ 0,25 e Units a R$ 0,50.
  • Shell aporta até R$ 3,5 bilhões; a Aguassanta, de Rubens Ometto, até R$ 500 milhões, caso opte por participar.
  • Dívidas de R$ 61,4 bilhões: 45% dos créditos viram participação acionária a R$ 0,25 por ação, e 55% viram novos títulos de dívida.
  • Conselho deve aprovar o aumento em 6 de novembro; período de preferência de 9 de novembro a 8 de dezembro.
  • Redução de capital de até R$ 35 bilhões na Raízen S.A., condicionada às condições suspensivas do plano.
  • Acordo tributário com a União sobre R$ 22,4 bilhões em passivos, o maior desde 2020.

A Raízen, companhia brasileira de capital aberto, informou à CVM que as assembleias gerais extraordinárias e a assembleia especial dos preferencialistas aprovaram as matérias necessárias à implementação do plano, homologado em 30 de julho. O teto do aumento considera que a Cosan não exercerá sua preferência nas ações PNB, e admite que o aumento seja homologado apenas em parte. Com isso, a Cosan, que não aporta recursos, terá sua participação diluída.

Com a segregação, a Raízen Energia ficará com etanol, açúcar e bioenergia, e a Raízen S.A. com a distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. A companhia também iniciará trabalhos preparatórios para um processo competitivo que avalie eventual investimento no negócio de distribuição, inclusive por oferta pública secundária.

Em paralelo, a companhia fechou com a União, via Receita Federal e PGFN, um acordo sobre R$ 22,4 bilhões em passivos tributários, dos quais R$ 16,7 bilhões são da própria Raízen. É a maior transação do tipo desde a regulamentação do instrumento, em 2020, e prevê R$ 2,5 bilhões pagos à vista. O acordo reacende o debate sobre o tratamento de grandes devedores.

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