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Acionistas da Raízen aprovam plano de recuperação extrajudicial

Assembleias aprovaram medidas para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões, incluindo aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e segregação dos negócios.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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30/10 às 17:45, atualizado 19:31

Pontos principais

  • Acionistas da Raízen S.A. e Raízen Energia aprovaram em 30 de outubro a implementação do plano de recuperação extrajudicial.
  • A dívida total da companhia é estimada em cerca de R$ 65 bilhões, sendo considerada a maior recuperação extrajudicial do Brasil.
  • O plano prevê um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 39,8 bilhões para fortalecer a estrutura financeira.
  • A reestruturação inclui a segregação das operações em duas empresas independentes: Raízen Energia e Raízen S.A.
  • Credores passarão a deter cerca de 80% de participação na companhia após a conversão de dívidas em ações.
  • A Shell deve se tornar a maior acionista individual, com participação estimada entre 13% e 15%.
  • A conclusão da operação está prevista para ocorrer até 17 de dezembro, visando benefícios fiscais ainda neste exercício.

Os acionistas da Raízen S.A. e da Raízen Energia aprovaram, em assembleias realizadas no dia 30 de outubro, as medidas necessárias para a implementação do plano de recuperação extrajudicial da companhia. O processo, que busca resolver um passivo de aproximadamente R$ 65 bilhões, é classificado como a maior recuperação extrajudicial da história do Brasil. A decisão marca um passo decisivo para a estabilização financeira da empresa, que enfrentou um cenário de crise agravado por safras desfavoráveis e pela volatilidade nos preços das commodities.

A estratégia de reestruturação aprovada contempla um aumento de capital que pode chegar a R$ 39,8 bilhões, com aportes previstos de até R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta. Como parte do acordo, os credores converterão parte de seus créditos em ações, passando a deter cerca de 80% de participação na companhia. Além disso, a empresa formalizou um acordo tributário com a União, que reduziu seus débitos fiscais de R$ 16,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões, aliviando a pressão sobre o fluxo de caixa.

O plano também estabelece a segregação das operações da Raízen em duas companhias abertas e independentes listadas em bolsa. A Raízen Energia ficará responsável pela produção e comercialização de açúcar, etanol e bioenergia, enquanto a Raízen S.A. concentrará as atividades de distribuição de combustíveis e lubrificantes sob a marca Shell. A expectativa da administração é que a conclusão de todo o processo de conversão de dívidas e a efetivação da nova estrutura societária ocorram até o dia 17 de dezembro, permitindo o aproveitamento de benefícios fiscais ainda no atual exercício financeiro.

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