MPT processa Meta em R$ 50 milhões por assédio eleitoral
O Ministério Público do Trabalho ajuizou ação civil pública contra a Meta exigindo a remoção de conteúdos que incentivam a demissão de funcionários por escolhas políticas.
Pontos principais
- O MPT pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos à Meta.
- A ação exige a remoção de postagens que promovem assédio eleitoral em até 24 horas.
- O órgão solicita a suspensão por 30 dias de perfis reincidentes na prática.
- Foram registradas 3.396 denúncias de assédio eleitoral durante as eleições deste ano.
- A petição aponta falhas nos sistemas de moderação e recomendação da plataforma.
- O MPT requer que a Meta exiba avisos aos usuários sobre a ilegalidade da prática.
- A Meta informou que não irá se pronunciar sobre o processo judicial em curso.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, solicitando uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. O processo, registrado sob o número 1001837-49.2026.5.02.0077, aponta que as plataformas da empresa têm sido utilizadas para disseminar conteúdos que incentivam empregadores a vigiar, perseguir e demitir funcionários com base em suas escolhas políticas. Segundo o órgão, o volume de denúncias de assédio eleitoral atingiu 3.396 casos neste pleito, superando os números registrados em 2022.
Além da compensação financeira, o MPT exige em caráter de urgência a remoção de publicações ilegais em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil por conteúdo mantido. A ação também requer que a Meta implemente uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, notifique os perfis responsáveis pelas postagens e suspenda por 30 dias contas que insistam na prática discriminatória. O MPT argumenta que os sistemas automatizados da companhia falham ao não identificar e conter a propagação desse tipo de material, contribuindo para a ampliação do alcance das mensagens. Em resposta às solicitações da imprensa, a Meta declarou que não irá se pronunciar sobre o caso.
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