Daily Journal
Daily Journal

MPT processa Meta em R$ 50 milhões por assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho ajuizou ação civil pública contra a Meta exigindo a remoção de conteúdos que incentivam a demissão de funcionários por escolhas políticas.

Daily Journal
Foto: Folha de São Paulo - Mercado
||
29/10 às 13:15, atualizado 16:34

Pontos principais

  • O MPT pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos à Meta.
  • A ação exige a remoção de postagens que promovem assédio eleitoral em até 24 horas.
  • O órgão solicita a suspensão por 30 dias de perfis reincidentes na prática.
  • Foram registradas 3.396 denúncias de assédio eleitoral durante as eleições deste ano.
  • A petição aponta falhas nos sistemas de moderação e recomendação da plataforma.
  • O MPT requer que a Meta exiba avisos aos usuários sobre a ilegalidade da prática.
  • A Meta informou que não irá se pronunciar sobre o processo judicial em curso.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação civil pública contra a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, solicitando uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. O processo, registrado sob o número 1001837-49.2026.5.02.0077, aponta que as plataformas da empresa têm sido utilizadas para disseminar conteúdos que incentivam empregadores a vigiar, perseguir e demitir funcionários com base em suas escolhas políticas. Segundo o órgão, o volume de denúncias de assédio eleitoral atingiu 3.396 casos neste pleito, superando os números registrados em 2022.

Além da compensação financeira, o MPT exige em caráter de urgência a remoção de publicações ilegais em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil por conteúdo mantido. A ação também requer que a Meta implemente uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, notifique os perfis responsáveis pelas postagens e suspenda por 30 dias contas que insistam na prática discriminatória. O MPT argumenta que os sistemas automatizados da companhia falham ao não identificar e conter a propagação desse tipo de material, contribuindo para a ampliação do alcance das mensagens. Em resposta às solicitações da imprensa, a Meta declarou que não irá se pronunciar sobre o caso.

Fonte primária

Ministério Público do Trabalho (MPT)

MPT processa Meta em R$ 50 milhões e quer remoção imediata de conteúdos de assédio eleitoral

Ação civil pública do MPT contra a Meta (dona do Instagram, do Facebook e do Threads), na Justiça do Trabalho, processo nº 1001837-49.2026.5.02.0077. Pede que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que convocam empresários a vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por causa do voto, e R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos. Em caráter de urgência, pede multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido, aviso aos usuários brasileiros de que não compactua com essas manifestações, notificação dos perfis responsáveis e suspensão por 30 dias dos que voltarem a publicar, com desativação em nova reincidência. Pede também política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, mudança das regras de uso para proibir expressamente esse conteúdo, reforço da moderação em períodos eleitorais e prestação periódica de contas à Justiça. Segundo o MPT, as postagens seguiam no ar dois dias depois de publicadas, e os sistemas de recomendação (aba Explorar e Reels sugeridos) ampliam o alcance do conteúdo que mais engaja; para os procuradores, não usar seus sistemas automatizados contra essa incitação “é por escolha, e não por impossibilidade técnica”. Entre a meia-noite de 26/10 e o meio-dia de 29/10 foram 1.459 denúncias de assédio eleitoral, de 3.396 registradas nas eleições deste ano. A ação é assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, e pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, entre outros procuradores.

Tópicos relacionados

Cobertura da mídia

Comentários