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Governo federal cria força-tarefa contra assédio eleitoral no trabalho

Ministério do Trabalho e MPT intensificam fiscalização após o registro de mais de 3 mil denúncias de pressão política sobre trabalhadores em 2026.

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Foto: G1 Política
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29/10 às 07:45, atualizado 12:15

Pontos principais

  • O Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu prioridade absoluta para a apuração de denúncias de assédio eleitoral.
  • O Ministério Público do Trabalho registrou 3.290 denúncias de assédio eleitoral até o dia 28 de outubro de 2026.
  • O governo avalia a criação de uma lista suja de empresas infratoras e a remoção de conteúdos ameaçadores em redes sociais.
  • São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram o maior volume de registros de coação no ambiente laboral.

O governo federal anunciou a criação de uma força-tarefa nacional para fiscalizar e combater episódios de assédio e ameaças contra trabalhadores motivados por questões eleitorais. A medida, coordenada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, estabelece prioridade absoluta para auditores fiscais no atendimento às denúncias, que cresceram significativamente após o segundo turno das eleições de 2026.

Dados do Ministério Público do Trabalho indicam que, até o final de outubro, foram registradas 3.290 queixas, com um salto expressivo de 353% em relação a setembro. Diante do cenário, o governo estuda a implementação de uma lista suja de empresas envolvidas em práticas de coação e busca cooperação com plataformas digitais para remover conteúdos que ameacem a liberdade de voto dos funcionários. Trabalhadores que sofrerem pressão política são orientados a formalizar denúncias junto aos órgãos competentes para viabilizar mesas de conciliação.

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