Estudo do TST aponta terror psicológico como principal forma de assédio eleitoral
Pesquisa do Tribunal Superior do Trabalho revela que pressão econômica e terror psicológico dominam casos de assédio eleitoral em empresas brasileiras.
Pontos principais
- Estudo do TST analisou 138 processos, identificando terror psicológico em 81,9% dos casos e pressão econômica em 61,6%.
- O assédio institucional, envolvendo a alta administração das empresas, está presente em 92% das ocorrências analisadas.
- Redes sociais e WhatsApp são as ferramentas mais utilizadas para monitoramento e imposição de propaganda política.
- Desde 2023, a Justiça do Trabalho contabilizou 738 processos relacionados ao assédio eleitoral no país.
Uma pesquisa inédita do Tribunal Superior do Trabalho (TST) revelou que o assédio eleitoral no ambiente corporativo brasileiro é marcado majoritariamente pelo terror psicológico e pela pressão econômica. O levantamento, que examinou 138 processos judiciais, aponta que 92% dos casos possuem caráter institucional, com a participação direta da alta administração das companhias. O uso de redes sociais e do WhatsApp para monitorar funcionários e exigir a disseminação de propaganda política tornou-se uma prática recorrente, consolidando o ambiente digital como um novo campo de coação.
Diante do cenário, que soma 738 processos registrados desde 2023, a Justiça do Trabalho intensificou o combate a essas práticas. O órgão implementou mecanismos de monitoramento em tempo real e estabeleceu plantões específicos para o recebimento de denúncias urgentes durante o período eleitoral, visando garantir a liberdade de voto e proteger a integridade dos trabalhadores contra abusos de poder.
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