Terror psicológico e pressão econômica dominam assédio eleitoral
Estudo do TST aponta que coação de funcionários por empregadores utiliza terror psicológico e pressão financeira como principais ferramentas.
Pontos principais
- Pesquisa do TST analisou 138 processos judiciais sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
- Terror psicológico está presente em 81,9% dos casos, enquanto a pressão econômica aparece em 61,6%.
- O assédio institucional, com participação da alta administração, ocorre em 92% dos processos.
- Redes sociais e WhatsApp são os meios mais utilizados para monitoramento e propaganda obrigatória.
- O Ministério Público do Trabalho registrou 4.273 denúncias de assédio eleitoral nos ciclos de 2022 e 2024.
Uma pesquisa inédita do Tribunal Superior do Trabalho (TST) revelou que o terror psicológico e a pressão econômica são os métodos mais frequentes de assédio eleitoral nas empresas brasileiras. O levantamento, baseado na análise de 138 processos judiciais, indica que 92% das ocorrências possuem caráter institucional, contando com o envolvimento direto da alta administração. O uso de redes sociais e aplicativos de mensagens para monitorar funcionários e exigir propaganda política tornou-se uma prática comum no ambiente corporativo. Embora o Ministério Público do Trabalho tenha registrado uma queda de 73,2% nas denúncias entre 2022 e 2024, o Judiciário mantém o combate à prática como prioridade. Diante da persistência do problema, a Justiça do Trabalho implementou mecanismos de monitoramento em tempo real e iniciou uma campanha preventiva em 2026 para coibir a coação de trabalhadores durante os períodos eleitorais.
Cobertura da mídia
Assédio eleitoral no trabalho soma 4.273 denúncias nas duas últimas eleições e Justiça inicia campanha em 2026
Folha de São Paulo - Mercado • 18 ago, 15:18
Crise econômica, 'santinho' nas redes e mais: casos na Justiça mostram formas mais comuns de assédio eleitoral no trabalho
G1 Política • 18 ago, 05:03
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