Daily Journal
Daily Journal

Abrasca alerta para risco de aumento na carga tributária das empresas

Entidade manifesta preocupação com a alíquota da CBS proposta pelo TCU e possíveis mudanças na tributação de instrumentos de financiamento via IOF.

Daily Journal
Foto: Folha de São Paulo - Mercado
||
29/10 às 13:45, atualizado 19:02

Pontos principais

  • A Abrasca aponta risco de aumento de impostos sobre companhias abertas devido à nova alíquota da CBS.
  • O TCU calculou uma alíquota de referência de 11,3% para a CBS, que substituirá o PIS e a Cofins em 2027.
  • Há receio de que o governo altere a incidência de IOF sobre títulos como LCA, LCI, CRA, CRI e debêntures incentivadas.
  • O Senado deve deliberar sobre a alíquota de referência da CBS até o dia 15 de dezembro.
  • O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, negou a existência de medidas prontas para taxar títulos isentos com IOF.

A Abrasca, associação que representa companhias abertas, manifestou preocupação com o possível aumento da carga tributária sobre o setor corporativo brasileiro. O alerta foca em duas frentes principais: a definição da alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e a possibilidade de alterações na tributação de instrumentos de financiamento via Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O Tribunal de Contas da União (TCU) propôs uma alíquota de 11,3% para a CBS, tributo que entrará em vigor em 2027 para substituir o PIS e a Cofins. A proposta, que ainda passará pelo crivo do Senado até 15 de dezembro, gera incertezas sobre o custo do crédito e a tributação de insumos. Paralelamente, a entidade teme que o governo estenda a incidência de IOF sobre títulos de renda fixa isentos, como LCAs, LCIs e debêntures incentivadas, o que elevaria o custo de captação para as empresas.

Em resposta às preocupações do mercado, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que não há medidas prontas para taxar esses títulos com IOF. A Abrasca reforçou que o Congresso Nacional já rejeitou iniciativas semelhantes em 2025, destacando a importância de manter a previsibilidade para o financiamento das empresas e o desenvolvimento do mercado de capitais no país.

Tópicos relacionados

Cobertura da mídia

Comentários