Governo Lula prega cautela e pretende ignorar Flávio Bolsonaro
Aliados de Lula pregam cautela e a orientação interna é ignorar as falas de Flávio Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos após não reconhecer o resultado da eleição de 25 de outubro.
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28/10 às 20:15, atualizado 23:31
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e desembarcou em Miami, nos Estados Unidos.
- Lula chamou a saída de “vergonhosa” na terça-feira (27) e disse que Flávio deveria ter entregado o passaporte às autoridades.
- Lula disse que, se o Brasil não tivesse democracia, “um miliciano não poderia ter sido candidato à Presidência da República”.
- Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT, pediu que o TSE se pronuncie “urgente e firmemente” e afirmou que Flávio “mentiu descaradamente” e “contestou o resultado oficial”.
- Um governista, sob reserva, classificou Flávio como “moleque” e disse que o governo não vai dar “palco para maluco”.
Aliados de Lula pregam cautela e, segundo governistas ouvidos sob reserva, a ordem é ignorar as falas de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. Para integrantes do governo, o presidente precisa governar e não dar voz a um adversário que não reconheceu o resultado da eleição de 25 de outubro.
Integrantes do governo dizem que a carta em que Flávio se autoproclamou presidente eleito fez o senador perder credibilidade e que ele não honrou os quase 60 milhões de votos que recebeu.
