O senador Flávio Bolsonaro concluiu uma série de encontros diplomáticos em Washington, que incluíram reuniões com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e autoridades do Departamento de Estado, como o vice-secretário Christopher Landau. O parlamentar buscou articular o apoio dos Estados Unidos para classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, além de debater temas estratégicos como o programa Escudo das Américas, políticas tarifárias e a exploração de terras raras. A iniciativa, que marca uma busca por fortalecimento político da oposição brasileira, gerou reação imediata do governo Lula, que argumentou que a medida poderia abrir precedentes para intervenções externas indesejadas em assuntos internos de segurança pública.
Além da agenda oficial, os encontros abordaram a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena de 27 anos por conspiração contra a democracia em regime de prisão domiciliar. A viagem ocorre em um momento de pressão política para o senador no Brasil, após o parlamentar admitir ter solicitado recursos ao ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção de um filme. O conjunto das discussões em Washington reflete a tentativa de alinhar pautas da direita brasileira com a nova administração norte-americana, enquanto o senador enfrenta questionamentos sobre suas articulações financeiras e políticas em território nacional.
InfoMoney • 27 mai, 19:12
Folha de São Paulo - Política • 27 mai, 18:51
G1 Política • 27 mai, 18:18
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