Moraes determina apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e interlocutores do governo avaliam, nos bastidores de Brasília, que a medida eleva a tensão desnecessariamente.
Pontos principais
- A decisão de Alexandre de Moraes determinou a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi tomada um dia após a eleição.
- Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Flávio descumpriu a ordem de entregar o passaporte à Polícia Federal, e já há expectativa de que Moraes decrete sua prisão.
- Interlocutores do governo avaliam, nos bastidores, que a decisão eleva a tensão desnecessariamente, e ministros do próprio STF também a questionaram.
- Segundo interlocutores do presidente Lula, ele vê na apreensão e na suposta fuga do senador um reforço ao discurso de perseguição política no Brasil.
- Governistas avaliam que a prisão do senador geraria mais revolta e poderia respingar diretamente na governabilidade de Lula.
- A narrativa de perseguição é a mesma adotada por Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado que vive nos Estados Unidos.
Nos bastidores de Brasília, governistas se mostram irritados com a decisão de Alexandre de Moraes que determinou a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tomada um dia após a eleição. Interlocutores do governo avaliam que a medida eleva a tensão desnecessariamente, e ministros do próprio Supremo Tribunal Federal também questionaram a decisão.
Segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele demonstra preocupação: na avaliação do presidente, a apreensão do passaporte e a suposta fuga do senador reforçam o discurso de que há perseguidos políticos no Brasil. Essa é a narrativa adotada também por Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado que vive nos Estados Unidos. Já há expectativa de que Moraes decrete a prisão de Flávio, porque ele descumpriu a ordem de entregar o passaporte à Polícia Federal, e governistas avaliam que uma prisão geraria mais revolta e poderia respingar na governabilidade de Lula.
