Oposição na Câmara questiona PF sobre apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro
Líderes da oposição solicitaram esclarecimentos formais à Polícia Federal sobre a decisão judicial que ordenou a entrega dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro.
Pontos principais
- A bancada de oposição na Câmara dos Deputados formalizou pedido de explicações sobre a intimação da PF ao senador.
- O ministro Alexandre de Moraes determinou a retenção dos passaportes e proibiu Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil.
- A medida judicial está vinculada a inquéritos que apuram lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
- O prazo de 24 horas para a entrega dos documentos expirou na terça-feira (27) sem o cumprimento da ordem.
- A Polícia Federal cancelou os passaportes do senador após o descumprimento da determinação judicial.
- Investigações apuram o envolvimento do parlamentar com o advogado Willer Tomaz e o caso 'Dark Horse'.
- Autoridades investigam suposta tentativa de fuga do senador pela fronteira com a Argentina.
- A defesa de Flávio Bolsonaro classifica a medida como uma restrição excepcional e questiona seus fundamentos.
- O senador nega intenção de deixar o país e afirma que a decisão baseou-se em falas de seu irmão, Eduardo Bolsonaro.
A bancada de oposição na Câmara dos Deputados, liderada pelo deputado Cabo Gilberto, solicitou formalmente esclarecimentos à Polícia Federal sobre a intimação que determinou a entrega dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro. A medida, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi executada logo após a conclusão do segundo turno das eleições, gerando forte reação entre aliados do parlamentar. A oposição questiona os critérios utilizados pela Corte para impor tais restrições, classificando a ação como uma medida excepcional e politicamente motivada.
O senador Flávio Bolsonaro é alvo de investigações que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e irregularidades em contratos envolvendo plataformas de apostas e o financiamento do filme 'Dark Horse'. O inquérito também aponta possíveis conexões com o advogado Willer Tomaz, que estaria em Miami, e com o banqueiro Daniel Vorcaro. A defesa do parlamentar sustenta que as atividades investigadas são lícitas e que a decisão judicial carece de fundamentação jurídica sólida, baseando-se, segundo o senador, em declarações informais feitas por seu irmão, Eduardo Bolsonaro.
Após o vencimento do prazo de 24 horas para a entrega dos documentos, a Polícia Federal confirmou o descumprimento da ordem judicial e procedeu com o cancelamento imediato dos passaportes comum e diplomático do senador. A situação escalou após notícias veiculadas pela imprensa argentina sugerirem uma possível tentativa de fuga do parlamentar pela fronteira de Puerto Iguazú em um jato particular. Embora autoridades argentinas tenham negado registros oficiais de entrada, a Polícia Federal brasileira mantém a apuração sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro.
O clima de incerteza foi agravado por publicações de aliados nas redes sociais, como a de Léo Índio, que questionou a segurança no Brasil. Enquanto a oposição pressiona por respostas sobre a legalidade e a necessidade da apreensão dos documentos, o STF mantém a proibição de saída do país para o senador. A expectativa é que os inquéritos sigam tramitando na Corte, mesmo com a proximidade do fim do mandato parlamentar de Flávio Bolsonaro em fevereiro, conforme a jurisprudência atual sobre crimes relacionados ao exercício do cargo.
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