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Banco Central estuda medidas para conter crédito de alto risco

O Banco Central estuda medidas macroprudenciais para segmentos de crédito de maior risco, com o objetivo de reduzir o superendividamento.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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27/10 às 10:15, atualizado 19:02

Pontos principais

  • Endividados de risco, pelo critério do BC, somavam 20,3 milhões de pessoas em junho de 2026: 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional, alta de 75% desde junho de 2021.
  • Consumidores de menor renda recebem, em média, nove ofertas de crédito por mês, e parte delas resulta em contratações não planejadas.
  • O comprometimento de renda das famílias está no nível mais alto dos últimos 21 anos, com impacto maior entre os tomadores de menor renda.
  • Ativos problemáticos no crédito às famílias atingiram o maior nível desde 2012 na maioria das modalidades, com a inadimplência como principal fator.
  • Já em vigor, o BC PROTEGE+ (Resolução BCB 475, de 2025) permite ao cidadão restringir novas contratações de produtos e serviços financeiros.

O Banco Central do Brasil estuda medidas macroprudenciais para segmentos de crédito de maior risco, com o objetivo de reduzir o superendividamento e fortalecer a sustentabilidade do crédito e a resiliência do Sistema Financeiro Nacional. No Relatório de Estabilidade Financeira de outubro de 2026, o próprio BC diz que a digitalização dos serviços financeiros ampliou a exposição de consumidores de menor renda a ofertas de crédito, o que intensifica o endividamento.

O relatório não detalha quais medidas serão adotadas nem o prazo. Segundo o BC, o estudo trata de métricas e da experiência internacional para desenhar os instrumentos.

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