Banco Central estuda medidas para conter crédito de alto risco
O Banco Central estuda medidas macroprudenciais para segmentos de crédito de maior risco, com o objetivo de reduzir o superendividamento.
Pontos principais
- Endividados de risco, pelo critério do BC, somavam 20,3 milhões de pessoas em junho de 2026: 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional, alta de 75% desde junho de 2021.
- Consumidores de menor renda recebem, em média, nove ofertas de crédito por mês, e parte delas resulta em contratações não planejadas.
- O comprometimento de renda das famílias está no nível mais alto dos últimos 21 anos, com impacto maior entre os tomadores de menor renda.
- Ativos problemáticos no crédito às famílias atingiram o maior nível desde 2012 na maioria das modalidades, com a inadimplência como principal fator.
- Já em vigor, o BC PROTEGE+ (Resolução BCB 475, de 2025) permite ao cidadão restringir novas contratações de produtos e serviços financeiros.
O Banco Central do Brasil estuda medidas macroprudenciais para segmentos de crédito de maior risco, com o objetivo de reduzir o superendividamento e fortalecer a sustentabilidade do crédito e a resiliência do Sistema Financeiro Nacional. No Relatório de Estabilidade Financeira de outubro de 2026, o próprio BC diz que a digitalização dos serviços financeiros ampliou a exposição de consumidores de menor renda a ofertas de crédito, o que intensifica o endividamento.
O relatório não detalha quais medidas serão adotadas nem o prazo. Segundo o BC, o estudo trata de métricas e da experiência internacional para desenhar os instrumentos.
