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Partidos aliados isolam Flávio Bolsonaro após contestação da eleição

Mesmo com o anúncio de Flávio Bolsonaro de que pedirá a anulação do pleito, legendas aliadas e o próprio PL reconheceram a vitória de Lula.

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Foto: g1
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26/10 às 12:45, atualizado 22:31

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro anunciou que não reconhece o resultado das urnas e pretende solicitar a anulação da eleição.
  • O senador alega irregularidades na prorrogação do horário de votação, decidida pelo ministro Cristiano Zanin.
  • O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, publicou nota oficial reconhecendo a vitória de Lula proclamada pelo TSE.
  • Partidos como MDB, Republicanos, União Brasil e PSD já declararam aceitação ao resultado das urnas.
  • Líderes do Centrão criticaram a postura de Flávio e sinalizam disposição para compor com o novo governo.
  • A vantagem de 4,4 milhões de votos de Lula é apontada por analistas como um obstáculo à viabilidade jurídica do pedido.
  • Apenas o governador Romeu Zema contestou publicamente o processo eleitoral, comparando-o a um golpe.

O senador Flávio Bolsonaro anunciou que não reconhece a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais e que seu departamento jurídico entrará com um pedido de anulação do pleito. O parlamentar fundamenta sua contestação na decisão do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação em duas horas, medida que, segundo ele, teria comprometido a lisura do processo. A iniciativa, contudo, carece de respaldo entre as principais forças políticas do país, que já se movimentam para reconhecer o resultado oficial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O Partido Liberal, sigla de Flávio, distanciou-se da postura de seu candidato ao publicar uma nota oficial assinada por Valdemar Costa Neto reconhecendo a vitória de Lula. Outras legendas que compuseram a coligação, como MDB, Republicanos, União Brasil e PSD, também oficializaram o reconhecimento do resultado. A avaliação predominante entre os líderes partidários é de que a diferença de 4,4 milhões de votos torna inviável qualquer tentativa de reverter o placar, sendo a postura do senador vista por aliados como uma estratégia isolada.

Enquanto o governo eleito articula a governabilidade e a disputa pelas presidências da Câmara e do Senado, a contestação de Flávio Bolsonaro foi classificada como "pirotecnia" pela coordenação da campanha de Lula. Apenas o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, endossou o discurso de irregularidades, comparando a prorrogação da votação a um golpe. Em contrapartida, outros nomes da oposição, como Ronaldo Caiado, optaram por aceitar a decisão da maioria, reforçando o isolamento político do pedido de anulação.

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