Flávio Bolsonaro não reconhece vitória de Lula e pedirá anulação do pleito
O senador Flávio Bolsonaro anunciou que recorrerá ao TSE para anular as eleições de 2026, contestando a prorrogação do horário de votação e supostas irregularidades na fiscalização.
Pontos principais
- Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente com 51,78% dos votos válidos.
- Flávio Bolsonaro, que obteve 48,22% dos votos, declarou que não reconhece o resultado oficial.
- A campanha do senador planeja solicitar a anulação do pleito ao Tribunal Superior Eleitoral.
- O questionamento jurídico foca na decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação até as 19h.
- Flávio Bolsonaro alegou que a medida causou quebra de isonomia entre eleitores de diferentes estados.
- O senador denunciou a suposta retirada de fiscais do PL da sala-cofre durante a apuração.
- O TSE desmentiu a alegação sobre a sala-cofre, afirmando que fiscais tiveram acesso às áreas permitidas.
- O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, defendeu a segurança do processo eleitoral e a legitimidade do resultado.
Após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o senador Flávio Bolsonaro declarou publicamente que não reconhece o resultado do pleito. Em pronunciamento, o candidato derrotado afirmou que sua equipe jurídica buscará a anulação da votação junto ao Tribunal Superior Eleitoral, alegando que o processo foi comprometido por decisões judiciais e falhas na fiscalização.
O principal ponto de contestação da campanha de Flávio Bolsonaro é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que autorizou a prorrogação do horário de votação até as 19h em caráter de urgência. Segundo o senador, a medida, motivada por dificuldades de transporte de eleitores na Bahia e em São Paulo, teria gerado uma quebra de isonomia entre os eleitores de diferentes regiões do país. Além disso, Flávio Bolsonaro afirmou que fiscais do Partido Liberal teriam sido retirados da sala-cofre durante a apuração, embora não tenha apresentado provas documentais para sustentar a denúncia.
Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral desmentiu a alegação sobre a sala-cofre, esclarecendo que o espaço não é aberto à visitação e que os fiscais do PL tiveram acesso regular à Sala de Totalização e outras áreas de fiscalização. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reiterou a absoluta segurança do processo eleitoral e a legitimidade da computação dos votos. Enquanto a oposição prepara os recursos judiciais, o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu em seu discurso a necessidade de diálogo com o novo Congresso e o compromisso de governar para todos os brasileiros.
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