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Zanin prorroga votação até as 19h em todo o Brasil após denúncias de boicote

O ministro Cristiano Zanin, do STF, estendeu o horário de votação nacionalmente até as 19h devido a relatos de redução na frota de transporte público em diversas cidades.

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Foto: G1 Política
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25/10 às 18:15, atualizado 20:02

Pontos principais

  • O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o território nacional.
  • A decisão monocrática na Reclamação 101.673/BA atendeu a pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais.
  • A coligação alegou insuficiência de transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.
  • O STF citou o descumprimento do precedente vinculante da ADPF 1.013/DF como justificativa para a medida.
  • Lideranças do PT denunciaram o que classificaram como boicote deliberado e crime eleitoral em capitais governadas pela oposição.
  • O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, negou irregularidades e afirmou que a frota estava adequada à demanda.
  • A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a prorrogação em municípios de Minas Gerais e Rio Grande do Sul afetados por chuvas.
  • O presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, afirmou que a comunicação oficial da decisão chegou ao tribunal às 18h17.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação em todo o Brasil até as 19h deste domingo. A decisão monocrática, proferida no âmbito da Reclamação 101.673/BA, atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que denunciou a redução deliberada da frota de transporte público em municípios como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Segundo o magistrado, a medida foi necessária para garantir o exercício do voto, citando o descumprimento do precedente vinculante da ADPF 1.013/DF, que exige a manutenção integral do serviço de transporte em dias de eleição.

Lideranças do PT, incluindo o senador Camilo Santana e o presidente do partido, Edinho Silva, classificaram a falta de ônibus em diversas capitais como um boicote articulado por gestões de oposição e um crime eleitoral. Em contrapartida, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, negou qualquer irregularidade, sustentando que a frota operou de forma adequada à demanda. Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a extensão do horário em cidades do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, sob o argumento de dificuldades logísticas causadas por fortes chuvas na região.

Embora a determinação do STF tenha abrangência nacional, a implementação enfrentou desafios logísticos e de comunicação. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, relatou que a notificação oficial da decisão chegou ao tribunal apenas às 18h17, embora tenha ressaltado que não houve prejuízo aos eleitores. A extensão do horário buscou mitigar os efeitos das longas esperas e da escassez de veículos registradas em diversos terminais urbanos ao longo do dia.

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