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Projeto de lei na Câmara quer proibir anúncios em planos pagos de streaming

O PL 1474/2026, apresentado na Câmara dos Deputados, em Brasília, proíbe anúncios em planos pagos de streaming em todo o território brasileiro.

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Foto: Câmara dos Deputados
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22/10 às 10:02, atualizado 15:33

Pontos principais

  • A vedação alcança áudio, vídeo, jogos e conteúdos digitais em planos cuja contratação exija pagamento do consumidor.
  • Anúncios ficam proibidos antes, durante e depois do conteúdo contratado.
  • Banners, pop-ups e mensagens promocionais na interface de reprodução exclusiva do assinante também são vedados.
  • Condicionar o acesso a conteúdo pago à visualização obrigatória de anúncios também é vedado.
  • Planos gratuitos com publicidade seguem permitidos, desde que não restrinjam os direitos de quem optar pelo plano pago sem anúncios.
  • Descumprir a lei sujeita o infrator a multa, suspensão de oferta e outras sanções do artigo 56 do CDC; o projeto não fixa valor para a multa.
  • As plataformas têm 120 dias para se adequar, e a lei entra em vigor na data de publicação.
  • O projeto foi apresentado em 30 de março de 2026 pelo deputado Luciano Alves (PSD-PR).

Em tramitação na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 1474/2026 propõe proibir a exibição de anúncios em planos pagos de serviços de streaming em todo o território brasileiro. Segundo o deputado Luciano Alves, autor da proposta, o projeto responde a uma prática recente do setor: lançar planos pagos com anúncios, migrar usuários para modelos híbridos e reduzir o que é entregue nos planos sem publicidade, elevando o preço desses planos.

Para o autor, cobrar pela assinatura e ainda exibir publicidade caracteriza cobrança dupla pelo mesmo serviço. Ele cita o Código de Defesa do Consumidor, em especial a proteção contra práticas abusivas (art. 6º, IV), o direito à informação clara (art. 31), a vedação de vantagem manifestamente excessiva (art. 39, V) e a nulidade de cláusulas abusivas (art. 51, IV). A proposta, segundo ele, não impede a inovação comercial: quem paga não deve ser obrigado a assistir anúncios.

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