Lula promete valorizar o salário mínimo; plano de Flávio não cita o piso
No Brasil, o plano de Lula registrado no TSE promete continuar a valorização do salário mínimo, enquanto o de Flávio Bolsonaro não trata do reajuste do piso.
Pontos principais
- No plano registrado no TSE, Lula promete dar continuidade à valorização do salário mínimo como meio de distribuição de renda e combate à pobreza.
- O plano de Lula afirma que a política elevou o poder de compra de aposentados e pensionistas, sem detalhar a fórmula do reajuste.
- No debate da Band, Lula disse que quer chegar a três cestas básicas com o salário mínimo.
- O plano de Flávio Bolsonaro prevê superávits primários e uma regra clara de controle dos gastos discricionários dos três Poderes da União.
- Na Previdência, o plano de Flávio Bolsonaro promete um pacote antifraude e um INSS sem fila, sem tratar do reajuste dos benefícios.
No Brasil, o plano de governo de Lula registrado no TSE trata o salário mínimo como instrumento de distribuição de renda e combate à pobreza, e promete dar continuidade à sua valorização. O plano de Flávio Bolsonaro, também registrado no TSE, organiza a economia em torno do ajuste fiscal e não trata da valorização nem do reajuste do piso.
No debate da Band, em 18 de outubro, Lula disse que vai continuar aumentando o salário mínimo para ampliar o poder de compra. Flávio Bolsonaro não citou o piso e afirmou que manterá o reajuste do Bolsa Família. Nenhum dos dois planos detalha a fórmula de reajuste do salário mínimo.
Fontes primárias
Plano de Governo — Lula (PT), eleições 2026
Programa de governo registrado no TSE. No atual mandato: 'com a retomada da política de valorização do salário-mínimo, asseguramos aumento real para o piso de remuneração todos os anos'. Para o novo mandato: 'dará continuidade à política de valorização do salário mínimo como meio estratégico de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social'. O texto não detalha a fórmula de reajuste.
Plano de Governo — Flávio Bolsonaro (PL), eleições 2026
Plano de governo registrado no TSE. Não menciona a regra de reajuste do salário mínimo nem a valorização do piso. O eixo econômico é fiscal: 'regras claras focadas na estabilização e na redução da dívida pública', superávits primários, e 'uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União'. Na previdência, promete 'INSS sem fila' e a digitalização dos processos do órgão.
Debate presidencial do 2º turno na Band (18/10/2026)
Lula, em resposta sobre custo de vida (≈5:23–5:25 da transmissão): 'vou continuar aumentando o salário mínimo, porque é uma perspectiva de gerar maior poder de compra'; diz que o mínimo foi aumentado 'acima da inflação' e quer chegar a três cestas básicas. Flávio Bolsonaro não citou o salário mínimo nas falas da transcrição; prometeu manter o reajuste do Bolsa Família (≈5:30). Trecho extraído de transcrição automática (whisper-large-v3).
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