Proposta de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro mira benefícios do INSS
Candidato à presidência propõe mudanças no reajuste de aposentadorias e do BPC como parte de um plano de corte de despesas obrigatórias.
Pontos principais
- Plano prevê corte de cerca de 2% do PIB em despesas obrigatórias.
- Proposta sugere que benefícios do INSS sejam corrigidos apenas pelo INPC.
- Campanha estima redução de R$ 250 bilhões em gastos com a medida.
- Flávio Bolsonaro negou cortes em benefícios sociais e prometeu reajustes acima da inflação.
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro apresentou uma proposta de ajuste fiscal que visa reduzir despesas obrigatórias em aproximadamente 2% do PIB. O plano, que integra uma estratégia econômica para conter gastos públicos, sugere que aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) deixem de acompanhar o ganho real do salário mínimo, passando a ser reajustados apenas pelo INPC. A equipe econômica estima que a medida, apelidada de "Super PEC da Transição", poderia gerar uma economia de cerca de R$ 250 bilhões.
Diante da repercussão das propostas, o candidato negou a intenção de realizar cortes em benefícios sociais e afirmou que pretende manter os reajustes acima da inflação. A campanha argumenta que a aprovação das medidas antes da posse seria fundamental para reduzir o prêmio de risco e estabilizar a curva de juros do país. O plano também contempla a limitação dos pisos constitucionais de saúde e educação à inflação, alterando as vinculações de receita vigentes.
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