Daily Journal
Daily Journal

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro divergem sobre gestão fiscal em 2027

Candidatos apresentam propostas distintas para as contas públicas, com foco em diferentes estratégias de corte de gastos e manutenção do arcabouço.

Daily Journal
Foto: InfoMoney
||
31/08 às 05:45, atualizado 09:33

Pontos principais

  • A equipe de Lula sinaliza a manutenção do atual arcabouço fiscal com ajustes pontuais de parâmetros.
  • Flávio Bolsonaro propõe substituir a regra fiscal atual por um mecanismo atrelado à trajetória da dívida pública.
  • O plano de Flávio Bolsonaro prioriza o corte de gastos administrativos e o combate a supersalários.
  • Economistas alertam que o ajuste estrutural necessário para estabilizar a dívida pode exigir reformas profundas.
  • O governo atual projeta superávit de 0,1% do PIB para 2027, valor considerado insuficiente por especialistas para conter a dívida.

As estratégias para a gestão das contas públicas em 2027 tornaram-se um ponto central de divergência entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Enquanto a equipe de Lula defende a continuidade do arcabouço fiscal vigente, com a possibilidade de ajustes técnicos em seus parâmetros, o projeto de Flávio Bolsonaro sugere uma mudança mais profunda, propondo a substituição das regras atuais por um novo mecanismo diretamente atrelado à trajetória da dívida pública. A abordagem de Flávio foca inicialmente na redução da estrutura administrativa e no combate a supersalários, evitando, em um primeiro momento, alterações em benefícios sociais ou na Previdência.

A discussão ocorre em um cenário de pressão sobre as finanças do Estado. O governo federal enviou ao Congresso uma proposta orçamentária que prevê um superávit primário de 0,1% do PIB para 2027. No entanto, a Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta que seria necessário um superávit de 2,1% do PIB para interromper o crescimento da dívida. Especialistas do mercado financeiro reforçam que, independentemente do vencedor, o cumprimento das metas fiscais exigirá medidas de arrecadação ou cortes estruturais, como a desvinculação do salário mínimo e novas reformas previdenciárias, para garantir a sustentabilidade das contas a longo prazo.

Comentários

Carregando comentários...