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Campanha de Flávio Bolsonaro propõe regra de transição de dois anos no Bolsa Família

Proposta visa manter o benefício por até dois anos para quem conseguir emprego formal ou abrir negócio, incentivando a autonomia financeira dos beneficiários.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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19/10 às 11:15, atualizado 19:45

Pontos principais

  • A medida foi apresentada por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro.
  • O plano prevê que beneficiários que entrarem no mercado de trabalho ou empreenderem mantenham o auxílio por 24 meses.
  • Em caso de insucesso na nova atividade, o beneficiário teria direito ao retorno automático ao programa.
  • A proposta busca incentivar a formalização e o empreendedorismo entre os atendidos pelo Bolsa Família.
  • Flávio Bolsonaro negou intenções de extinguir o programa, rebatendo críticas de adversários políticos.
  • O Bolsa Família atende atualmente cerca de 19,3 milhões de famílias em todo o país.
  • A campanha entrou em modo de esclarecimento após repercussão negativa de entrevistas sobre o tema.

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou uma proposta de alteração nas regras do Bolsa Família, focada em incentivar a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho. A medida, detalhada pela coordenadora econômica Daniella Marques, estabelece um período de transição de dois anos para aqueles que conseguirem um emprego com carteira assinada ou decidirem abrir o próprio negócio. Segundo a proposta, o auxílio seria mantido durante esse intervalo para garantir segurança financeira, com a possibilidade de retorno automático ao programa caso o beneficiário não obtenha sucesso na nova ocupação.

Após a repercussão das declarações de sua assessora econômica, Flávio Bolsonaro reforçou publicamente que não pretende realizar cortes no programa social. A campanha entrou em um processo de esclarecimento para conter interpretações de que a regra de transição poderia significar uma redução no alcance ou nos valores do benefício. O candidato reiterou que a iniciativa visa promover a autonomia dos cidadãos e combater a dependência estatal, negando veementemente qualquer intenção de encerrar o auxílio que hoje atende milhões de famílias brasileiras.

A discussão ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral de 2026, onde o tema do Bolsa Família tem sido central nos debates entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto a oposição critica medidas recentes do governo federal, como a antecipação de pagamentos, a equipe econômica de Bolsonaro defende que a regra de transição é um mecanismo técnico necessário para estimular a mobilidade social. O foco da campanha permanece em apresentar a proposta como um incentivo ao desenvolvimento econômico, buscando afastar o desgaste político gerado pela polêmica em torno das declarações iniciais.

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