Corte de gastos pode reduzir juro real brasileiro para 5%, diz economista
Projeção da Vinland aponta que controle das despesas públicas é essencial para reduzir o prêmio de risco e aliviar a taxa de juros no Brasil.
Pontos principais
- Economista Aurélio Bicalho projeta queda do juro real de 6,7% para a faixa de 5% a 5,5%.
- A proposta sugere reduzir o crescimento dos gastos públicos de 5,5% para 2% ao ano.
- O aumento dos juros reais nos Estados Unidos pressiona o custo de captação e o risco-país.
- O histórico mostra que o Banco Central só cumpriu metas de inflação com aperto monetário rigoroso.
O controle rigoroso do crescimento das despesas públicas é apontado como o principal caminho para reduzir a taxa de juro real brasileira, atualmente em 6,7% nos títulos NTN-B. Segundo o economista-chefe da Vinland, Aurélio Bicalho, uma política fiscal austera permitiria que os juros recuassem para um patamar entre 5% e 5,5%. A estratégia sugerida envolve desacelerar o avanço dos gastos governais, que registraram uma média de 5,5% ao ano nos últimos cinco anos, para um limite de 2% anuais.
O cenário econômico é agravado pela alta dos juros reais nos Estados Unidos, que eleva o custo de captação global e exige um prêmio de risco maior para investimentos no Brasil. O levantamento destaca que, historicamente, o Banco Central brasileiro só conseguiu cumprir as metas de inflação ao adotar posturas de aperto monetário incisivas. Assim, a disciplina fiscal torna-se um pilar fundamental para garantir a estabilidade macroeconômica e permitir um alívio sustentável nos juros.
