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TSE manda WhatsApp suspender canal 'Exército do Lula' até o segundo turno

O ministro Nunes Marques determinou a suspensão do canal de André Janones no WhatsApp até a homologação do resultado do segundo turno eleitoral.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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12/10 às 12:45 · atualizado 17:45

Pontos principais

  • O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, deferiu em 11 de outubro de 2026 o pedido de Flávio Bolsonaro para suspender o canal 'Exército do Lula'.
  • A medida exige que o WhatsApp suspenda o canal, que possuía cerca de 3,2 milhões de seguidores, no prazo de três horas após a notificação.
  • O ministro fundamentou a decisão no plano de conformidade do provedor e em resoluções do TSE sobre a disseminação de conteúdos sem respaldo factual.
  • A área técnica do TSE informou ao ministro que não localizou no canal o conteúdo específico apontado na denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro.
  • O WhatsApp deve preservar os registros do canal por um ano e fornecer a lista de todas as mensagens postadas no prazo de 48 horas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, determinou a suspensão administrativa do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, gerido pelo deputado André Janones. A decisão atende a um pedido de providências da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou a disseminação de informações falsas. O ministro estabeleceu que a plataforma tem três horas para cumprir a ordem, mantendo a suspensão até a homologação do resultado do segundo turno das eleições, sob pena de multa.

Em paralelo ao rito processual, a área técnica do TSE comunicou ao ministro que, após análise, não foi possível localizar no canal o conteúdo específico apontado pela denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro. Apesar dessa verificação técnica, o ministro Nunes Marques fundamentou a medida no descumprimento do plano de conformidade apresentado pelo WhatsApp ao tribunal, argumentando que o canal operava como uma estrutura de transmissão sob comando único que replicava conteúdos proibidos pelas diretrizes da plataforma e resoluções da corte eleitoral.

A decisão judicial preserva a conta pessoal de André Janones, que permanece livre para realizar críticas políticas, e determina que o WhatsApp mantenha os registros do canal, incluindo mensagens apagadas, para futuras averiguações. O ministro ressaltou que a medida não implica a exclusão definitiva do canal ou de seu conteúdo, mas visa conter a coordenação de danos durante o período eleitoral, conforme as normas de governança digital estabelecidas pelo tribunal.

Fonte primária

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (decisão da Presidência)

Decisão na Petição Cível 0602791-73.2026.6.00.0000 — suspensão do canal EXÉRCITO DO LULA

Em 11/10/2026, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, deferiu pedido de providências administrativas de Flávio Bolsonaro contra a Facebook Serviços Online do Brasil (representante do WhatsApp LLC) e André Janones. Determina que o WhatsApp suspenda, em até 3 horas após a notificação, o canal 'EXÉRCITO DO LULA' (cerca de 3,2 milhões de seguidores, segundo a decisão), até a homologação do resultado do segundo turno, sob pena de multa. O fundamento é o plano de conformidade do próprio provedor (Diretrizes de Canais e Termos de Serviço, arts. 9º-D e 125-B da Resolução 23.610/2019 e Portaria 463/2026), não uma declaração de falsidade de afirmações políticas: a decisão diz que o canal distribuía, sob 'comando único', conteúdos que 'esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo' (padroeira, milícia, aposentadorias, BPC, Bolsa Família). Afirma que a remoção de conteúdos específicos já foi tentada sem êxito. Em 48 horas, requisita ao provedor: comprovação da suspensão, outros canais do mesmo administrador e relatório das mensagens postadas e apagadas. Instaura supervisão regulatória direta sobre os Canais; adia para depois dessas informações o pedido de suspensão da conta de Janones; determina a preservação dos registros do canal por 1 ano; remete cópia ao corregedor-geral (AIJE 0602694-73.2026.6.00.0000) e à Procuradoria-Geral Eleitoral. Ressalva que a medida 'não implica exclusão do canal nem de seu conteúdo' e que o administrador mantém todos os meios de se manifestar.

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