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Parlamentares apresentam 49 emendas à medida provisória das bets

Parlamentares apresentaram 49 emendas à medida provisória que proíbe as bets no Brasil, e algumas propõem exceções, como manter apostas esportivas em eventos reais.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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08/10 às 09:15 · atualizado 09:35

Pontos principais

  • Foram apresentadas 49 emendas, entre 29 de setembro e 7 de outubro, à comissão mista que analisa a medida provisória.
  • O deputado Pedro Aihara (PP/MG) propõe restringir a proibição às apostas em jogos de slot (emenda 14).
  • O senador Dr. Hiran (PP/RR) propõe permitir apenas eventos reais de temática esportiva e acabar com o tigrinho e outros jogos de azar (emenda 38).
  • O deputado Marcos Braz (PSDB/RJ) propõe vedar apostas por titulares de benefícios de transferência direta de renda, como o Bolsa Família (emenda 8).
  • O deputado Bruno Ganem (PODE/SP) propõe destinar ao Ministério da Saúde tributos, multas e penalidades da exploração irregular, para ações do SUS sobre ludopatia (emenda 6).
  • O deputado Julio Arcoverde (PP/PI) propõe o RERCT Litígio Zero Bets, regime para declarar recursos de apostas não declarados ou declarados com omissão (emenda 30).
  • O senador Alessandro Vieira (MDB/SE) apresentou oito emendas, entre elas sobre processos sancionadores, prazo do Banco Central e responsabilidade de bancos em bloqueios.
  • Retiradas pelos autores em 1º e 2 de outubro: a emenda 12, de Pedro Aihara, e as emendas 18, 19 e 20, de Jorge Kajuru, entre elas a que incluía o tigrinho na proibição.

A Presidência da República editou em 25 de setembro a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe no Brasil a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos on-line. A MP encerra as autorizações existentes em 30 dias e exige a devolução de saldos e prêmios aos apostadores. Ela também prevê o bloqueio de sites e aplicativos e cria um comitê interinstitucional de fiscalização.

A Mesa do Congresso designou a comissão mista em 30 de setembro e prorrogou o prazo para emendas até 13 de outubro, seis dias após as eleições gerais. A MP tem prazo de deliberação até 23 de novembro, e o regime de urgência começa em 9 de novembro.

Fonte primária

Congresso Nacional

MPV 1394/2026 — Proibição das bets no Brasil (ficha de tramitação e quadro de emendas)

Página da MPV 1394/2026, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional, institui o Comitê Interinstitucional de Fiscalização da Exploração e da Publicidade Ilegal de Apostas de Quota Fixa e altera a Lei nº 14.790/2023. Situação: aguardando recebimento de emendas. O quadro registra 49 emendas, numeradas de 1 a 49, apresentadas entre 29/09 e 07/10/2026 à Comissão Mista da MP. Autores com mais emendas: Alessandro Vieira (8), Julio Arcoverde (6), Marcos Braz (5), Beto Preto (5), Rodrigo Valadares (4), Capitão Alden (4) e Bebeto (4); Jorge Kajuru (3); Pedro Aihara (2); Julio Lopes (2). Prazo para emendas: 13/10/2026. Prazo para deliberação: 23/11/2026. O conteúdo é heterogêneo: as emendas 12 e 14 (Pedro Aihara) restringem a proibição a jogos de slot; a 38 (Dr. Hiran) mantém apenas eventos reais de temática esportiva e acaba com o tigrinho; a 20 (Jorge Kajuru) inclui o jogo do tigrinho na proibição; a 19 cria módulo de jogo responsável integrado ao SIGAP; a 30 (Julio Arcoverde) institui programa de regularização cambial e tributária denominado RERCT Litígio Zero Bets; as 21 a 27 e a 42 (Alessandro Vieira) tratam de processos sancionadores, prazo do Banco Central, comitê de fiscalização, responsabilidade de bancos em bloqueios, dados do Ministério da Saúde, multas e recursos do FNSP.

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