Missão da ONU aponta crimes de guerra dos EUA em ataques no Irã
Relatório da missão de averiguação da ONU indica fundamentos razoáveis para crer que os ataques aéreos dos EUA e de Israel no Irã, em 28 de fevereiro, constituem crimes de guerra que mataram ao menos 178 civis, e classifica a repressão iraniana aos protestos de 2025-2026 como crime contra a humanidade.
Pontos principais
- Os ataques aéreos dos EUA e de Israel ocorreram em 28 de fevereiro e mataram ao menos 178 civis, segundo o relatório da missão de averiguação da ONU.
- Mísseis Tomahawk atingiram a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, matando mais de 150 pessoas, cerca de 120 delas crianças.
- Um segundo ataque, com Precision Strike Missiles, dispersou pelotas de tungstênio sobre um complexo esportivo e uma área residencial em Lamerd, matando 22 civis.
- A missão classificou a repressão do governo iraniano aos protestos de 2025-2026 como crime contra a humanidade, com mortes por forças de segurança nas 31 províncias do país.
- Ao menos 221 crianças, algumas com apenas dois anos, morreram nas mãos das forças de segurança iranianas, segundo o relatório.
- O Irã executou pelo menos 29 homens ligados aos protestos entre março e agosto de 2026, cinco deles em público; outras 70 pessoas, incluindo cinco mulheres e três meninos, correm risco iminente de execução.
- O governo iraniano impôs, em 8 de janeiro, um apagão de internet e comunicações que durou mais de cinco meses, o mais longo já registrado no país.
- O relatório foi submetido ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta quinta-feira (17).
- A missão pediu reparação integral às vítimas e a responsabilização de terceiros Estados via jurisdição universal.
- O governo dos EUA, sob a gestão do presidente Donald Trump, não comentou as conclusões da missão.
A missão de averiguação da ONU sobre o Irã concluiu que há fundamentos razoáveis para crer que os Estados Unidos cometeram o crime de guerra de lançar ataques indiscriminados contra civis, após os bombardeios dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro. O relatório, submetido nesta quinta-feira ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, detalha que mísseis Tomahawk atingiram a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, e que outro ataque dispersou pelotas de tungstênio sobre um complexo esportivo e uma área residencial em Lamerd.
O documento também classifica como crimes contra a humanidade a repressão do próprio governo iraniano aos protestos de 2025-2026, marcada por execuções, torturas e um apagão de internet e comunicações, e a descreve como uma escalada sem precedentes em relação às repressões anteriores.
A missão pediu o fim imediato das hostilidades e das violações, reparação integral às vítimas e a responsabilização de terceiros Estados por jurisdição universal. O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, não comentou publicamente as conclusões dos investigadores independentes.
Fonte primária
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Cobertura da mídia
UN mission finds reasonable grounds to believe U.S. committed war crimes in Iran
Axios - Main • 17 set, 12:52
U.N.-backed experts cite possible U.S. war crimes in Iran, including a school attack
NPR World • 17 set, 09:33
UN says US strikes on Iran school that killed over 150 may amount to war crimes
SCMP - World • 17 set, 09:16
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