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Irã chama EUA de 'Satã' após ataque a casamento em Kuhestak

O negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf condenou os EUA após um ataque em Kuhestak, que deixou cinco mortos e dezenas de feridos em um casamento.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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02/09 às 06:45, atualizado 18:33

Pontos principais

  • O ataque ocorreu na noite de 1º de setembro em uma residência na cidade de Kuhestak, distrito de Sirik.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que famílias celebravam um casamento no momento do bombardeio.
  • O balanço oficial aponta cinco mortos, incluindo uma criança, e mais de 50 pessoas feridas.
  • Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, classificou as táticas americanas como as de um 'Satã'.
  • O porta-voz Esmaeil Baqaei descreveu o episódio como um 'catálogo de atrocidades' contra o povo iraniano.
  • O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) negou a autoria do ataque contra alvos civis.
  • O governo iraniano vinculou o incidente a bombardeios anteriores em Minab, Lamerd e Qeshm.
  • O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensões militares com ataques mútuos entre os dois países.
  • Donald Trump afirmou que os EUA responderão com maior intensidade caso o Irã mantenha as retaliações.
  • O governo do Irã declarou que o silêncio de instituições internacionais diante do bombardeio é perigoso.

O governo do Irã acusou os Estados Unidos de um ataque aéreo que atingiu uma cerimônia de casamento na cidade de Kuhestak, no sul do país, na noite de 1º de setembro. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, o bombardeio atingiu uma residência privada onde famílias celebravam a união, resultando na morte de cinco pessoas, entre elas uma criança, e deixando mais de 50 feridos. Em resposta, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou a ação como um crime de guerra e rotulou os Estados Unidos como 'Satã', em uma escalada retórica que acompanha o agravamento do conflito regional. O governo iraniano alega que o ataque faz parte de uma série de investidas contra alvos civis, citando incidentes anteriores em Minab, Lamerd e Qeshm.

Em contrapartida, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) negou categoricamente a responsabilidade pelo bombardeio em Kuhestak. Autoridades americanas sustentam que suas operações militares na região visam exclusivamente instalações da Guarda Revolucionária Islâmica, como radares, sistemas de defesa aérea e centros de comunicação, e não alvos civis. O presidente Donald Trump reforçou a postura de Washington, declarando que os Estados Unidos estão preparados para responder com maior severidade caso o Irã continue com as retaliações contra bases americanas no Oriente Médio.

O incidente ocorre em um momento de alta volatilidade militar, marcado por uma série de ataques e contra-ataques que impactaram bases no Barein, Jordânia, Kuwait e Iraque. A situação tem gerado preocupações globais, refletindo-se na instabilidade das bolsas internacionais e na alta dos preços do petróleo devido ao temor de desabastecimento. Enquanto o Irã promete adotar uma nova estratégia na guerra para expulsar forças americanas da região, a comunidade internacional observa com apreensão o aumento das hostilidades, que se tornaram um dos confrontos mais intensos entre as duas nações desde o início do ano.

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