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EUA concedem vistos a delegação do Irã para Assembleia Geral da ONU

O Departamento de Estado autorizou vistos para o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi participarem da Assembleia Geral da ONU, com delegação menor que a de 2025 e sob restrições de deslocamento e compras em Nova York.

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Foto: G1 Mundo
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17/09 às 16:45, atualizado 19:32

Pontos principais

  • O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, confirmou os vistos para o presidente Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi.
  • A delegação iraniana autorizada para 2026 é menor que a enviada ao mesmo evento em 2025, segundo o Departamento de Estado.
  • As restrições, em vigor desde 2025, confinam a delegação às áreas necessárias para o deslocamento entre o hotel e a sede da ONU e proíbem a compra de bens de luxo e associação a clubes de compras no atacado.
  • Pigott disse que os EUA "não vão deixar a elite do regime iraniano explorar a AGNU para gastos de luxo pagos com o sofrimento do povo iraniano".
  • A autorização ocorre sete meses após o início do conflito armado entre os dois países.
  • O Comando Central dos EUA informou ter atacado, na semana anterior, cinco navios-tanque iranianos ligados ao Corpo de Guardiões da Revolução, em resposta a uma tentativa de ataque a um navio de guerra americano.
  • O Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra, segue como um dos pontos de tensão entre Washington e Teerã.
  • O governo americano negou vistos ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e sua comitiva.
  • Uma missão da ONU apontou recentemente indícios de crimes de guerra dos EUA em ataques realizados no Irã em fevereiro de 2026.

O governo dos Estados Unidos autorizou a entrada de uma delegação iraniana, liderada pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelo chanceler Abbas Araghchi, para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. A confirmação partiu do porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, que descreveu a medida como consistente com as obrigações dos Estados Unidos como país-sede da organização. Segundo o Departamento de Estado, a delegação autorizada para 2026 é menor que a enviada ao mesmo evento em 2025.

As restrições que acompanham a autorização, em vigor desde 2025, confinam os representantes iranianos às áreas necessárias para o deslocamento entre o hotel e a sede da ONU e proíbem a compra de bens de luxo e a associação a clubes de compras no atacado. Pigott afirmou que os Estados Unidos "não vão deixar a elite do regime iraniano explorar a AGNU para gastos de luxo pagos com o sofrimento do povo iraniano".

A autorização ocorre sete meses após o início do conflito armado entre os dois países. Na semana anterior à Assembleia, o Comando Central dos EUA informou ter atacado cinco navios-tanque iranianos ligados ao Corpo de Guardiões da Revolução, em resposta a uma tentativa de ataque a um navio de guerra americano. O Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra, segue como um dos pontos de tensão entre Washington e Teerã.

O contexto da visita também é marcado por denúncias recentes de uma missão de investigação da ONU, que encontrou motivos razoáveis para acreditar que forças americanas cometeram crimes de guerra em ataques contra uma escola e uma instalação esportiva no Irã em fevereiro de 2026. Paralelamente, o governo americano negou vistos à delegação da Autoridade Palestina, chefiada por Mahmoud Abbas.

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