EUA concedem vistos a delegação do Irã para Assembleia Geral da ONU
O Departamento de Estado autorizou vistos para o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi participarem da Assembleia Geral da ONU, com delegação menor que a de 2025 e sob restrições de deslocamento e compras em Nova York.
Pontos principais
- O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, confirmou os vistos para o presidente Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi.
- A delegação iraniana autorizada para 2026 é menor que a enviada ao mesmo evento em 2025, segundo o Departamento de Estado.
- As restrições, em vigor desde 2025, confinam a delegação às áreas necessárias para o deslocamento entre o hotel e a sede da ONU e proíbem a compra de bens de luxo e associação a clubes de compras no atacado.
- Pigott disse que os EUA "não vão deixar a elite do regime iraniano explorar a AGNU para gastos de luxo pagos com o sofrimento do povo iraniano".
- A autorização ocorre sete meses após o início do conflito armado entre os dois países.
- O Comando Central dos EUA informou ter atacado, na semana anterior, cinco navios-tanque iranianos ligados ao Corpo de Guardiões da Revolução, em resposta a uma tentativa de ataque a um navio de guerra americano.
- O Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra, segue como um dos pontos de tensão entre Washington e Teerã.
- O governo americano negou vistos ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e sua comitiva.
- Uma missão da ONU apontou recentemente indícios de crimes de guerra dos EUA em ataques realizados no Irã em fevereiro de 2026.
O governo dos Estados Unidos autorizou a entrada de uma delegação iraniana, liderada pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelo chanceler Abbas Araghchi, para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. A confirmação partiu do porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, que descreveu a medida como consistente com as obrigações dos Estados Unidos como país-sede da organização. Segundo o Departamento de Estado, a delegação autorizada para 2026 é menor que a enviada ao mesmo evento em 2025.
As restrições que acompanham a autorização, em vigor desde 2025, confinam os representantes iranianos às áreas necessárias para o deslocamento entre o hotel e a sede da ONU e proíbem a compra de bens de luxo e a associação a clubes de compras no atacado. Pigott afirmou que os Estados Unidos "não vão deixar a elite do regime iraniano explorar a AGNU para gastos de luxo pagos com o sofrimento do povo iraniano".
A autorização ocorre sete meses após o início do conflito armado entre os dois países. Na semana anterior à Assembleia, o Comando Central dos EUA informou ter atacado cinco navios-tanque iranianos ligados ao Corpo de Guardiões da Revolução, em resposta a uma tentativa de ataque a um navio de guerra americano. O Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial antes da guerra, segue como um dos pontos de tensão entre Washington e Teerã.
O contexto da visita também é marcado por denúncias recentes de uma missão de investigação da ONU, que encontrou motivos razoáveis para acreditar que forças americanas cometeram crimes de guerra em ataques contra uma escola e uma instalação esportiva no Irã em fevereiro de 2026. Paralelamente, o governo americano negou vistos à delegação da Autoridade Palestina, chefiada por Mahmoud Abbas.
Fonte primária
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Missão da ONU vê indícios de crimes de guerra dos EUA no Irã
Folha de São Paulo - Mundo • 17 set, 18:56
EUA concedem vistos para delegação do Irã participar da Assembleia Geral da ONU
Folha de São Paulo - Mundo • 17 set, 18:15
EUA autorizam vistos de presidente e chanceler do Irã para Assembleia Geral da ONU
Times Brasil • 17 set, 18:25
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
