Mercado financeiro reage a decisões de juros do Copom e do Fed
Investidores avaliam os impactos da redução da Selic e da alta dos juros nos Estados Unidos em um cenário de incertezas econômicas.
Pontos principais
- O Federal Reserve elevou os juros americanos em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.
- O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 13,75% ao ano, em decisão unânime.
- O presidente Donald Trump criticou publicamente a decisão de alta de juros adotada pelo Federal Reserve.
- O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,51%, pressionado pelo tom hawkish do Fed sobre a inflação.
- Analistas divergem sobre a trajetória futura dos juros no Brasil diante de incertezas fiscais e inflacionárias.
O mercado financeiro brasileiro iniciou o dia sob forte influência das decisões de política monetária anunciadas pelo Federal Reserve e pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Enquanto a autoridade monetária dos Estados Unidos elevou os juros em 0,25 ponto percentual, adotando um discurso hawkish focado no controle da inflação, o Banco Central brasileiro optou por um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que passou para 13,75% ao ano. O Ibovespa reagiu negativamente às sinalizações externas, fechando o pregão com desvalorização de 0,51%, enquanto o presidente Donald Trump criticou a postura do Fed via redes sociais.
A divergência entre as políticas monetárias gera cautela entre os investidores, que agora avaliam os próximos passos das instituições em um cenário de incertezas políticas e econômicas. Especialistas divergem sobre a continuidade do ciclo de cortes no Brasil, apontando que a persistência da inflação e o ambiente interno podem limitar o espaço para novas reduções da taxa básica de juros nos próximos meses.
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