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Dólar recua para R$ 5,10 após Fed manter juros nos Estados Unidos

O dólar fechou em queda de 0,27% e o Ibovespa recuou 1,52% em um dia marcado pela manutenção dos juros americanos e alta do petróleo.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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29/07 às 18:45 · atualizado 19:33

Pontos principais

  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75%.
  • A decisão do Fed foi dividida, com três integrantes votando contra a manutenção.
  • O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,108, influenciado pelo tom moderado do chair Kevin Warsh.
  • Os preços do petróleo dispararam mais de 7% devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio.
  • O Ibovespa recuou 1,52%, pressionado pelo desempenho de bancos e aversão ao risco global.
  • As taxas dos DIs no Brasil fecharam com altas leves, acompanhando o movimento dos Treasuries.
  • Dados do Caged indicaram a criação de 145.161 vagas formais em junho, o ritmo mais lento para o mês desde 2020.

O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela à decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juros dos Estados Unidos entre 3,50% e 3,75%. Embora a manutenção dos juros tenha favorecido uma leve queda do dólar, que fechou a R$ 5,108, o Ibovespa sofreu pressão vendedora, recuando 1,52% em meio a um cenário de aversão ao risco global. O tom moderado adotado pelo chair do Fed, Kevin Warsh, ajudou a reduzir a volatilidade durante a tarde, embora o comitê continue enfrentando divergências internas sobre o ritmo do aperto monetário.

Paralelamente, o mercado monitorou o impacto de um novo choque de oferta no setor de energia, com os preços do petróleo disparando mais de 7% após o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. No cenário doméstico, as taxas dos DIs encerraram o dia com altas leves, influenciadas tanto pela política monetária americana quanto por dados do Caged que apontam uma desaceleração no mercado de trabalho brasileiro. Apesar do cenário externo desafiador, analistas mantêm a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Copom, sustentada pela margem atual dos juros reais.

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