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Superquarta: Copom deve cortar Selic enquanto Fed tende a elevar juros

Mercado financeiro aguarda decisões divergentes de política monetária no Brasil e nos EUA nesta quarta-feira, com o Fed Rate Monitor apontando 92,1% de chance de alta americana.

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Foto: InfoMoney
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16/09 às 00:45, atualizado 10:15

Pontos principais

  • O Copom tem expectativa de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.
  • O Federal Reserve projeta elevar os juros americanos em 0,25 ponto, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
  • A probabilidade de alta nos juros dos EUA subiu para 92,1% nesta quarta-feira, segundo o Fed Rate Monitor do CME Group.
  • O boletim Focus de 11 de setembro projeta a Selic em 13,75% e o câmbio em R$ 5,20 para o fim de 2026.
  • O presidente Donald Trump tem pressionado publicamente por uma redução nos juros americanos.
  • Analistas apontam que o tom dos comunicados dos bancos centrais será o principal catalisador para os mercados.

O mercado financeiro brasileiro vive a expectativa da chamada Superquarta, dia em que o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed) anunciam suas decisões sobre as taxas de juros. A projeção majoritária é de um movimento divergente entre as instituições: enquanto o Copom deve promover o quinto corte consecutivo na Selic, reduzindo a taxa em 0,25 ponto percentual para 13,75% ao ano, o banco central americano tende a elevar seus juros em 0,25 ponto, situando a meta na faixa de 3,75% a 4,00%. O boletim Focus do Banco Central, divulgado em 11 de setembro, já trazia a Selic de setembro na mesma mediana de 13,75%, patamar estável havia cinco semanas entre as instituições consultadas.

A decisão do Fed ganha contornos de incerteza devido à pressão pública exercida pelo presidente Donald Trump por juros mais baixos e à persistência da inflação americana acima da meta de 2%. Para os investidores, a sinalização contida nos comunicados oficiais de ambos os bancos centrais é considerada mais relevante do que o ajuste imediato das taxas. O Fed Rate Monitor do CME Group, calculado a partir dos futuros de Fed Funds, atribuía nesta quarta-feira 92,1% de probabilidade a uma alta para a faixa de 3,75% a 4,00%, ante 60,4% na semana anterior.

O cenário de juros mais altos nos Estados Unidos, com o Focus projetando o câmbio em R$ 5,20 por dólar até o fim de 2026, representa um risco para moedas e bolsas de países emergentes, podendo aumentar a volatilidade dos ativos. A realização das decisões nesta quarta-feira marca um momento decisivo para a política monetária global, com investidores monitorando como o descompasso entre as economias brasileira e americana impactará o fluxo de capital e as projeções macroeconômicas para o restante do ano.

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