Mercado projeta corte da Selic para 14% nesta quarta-feira
O Copom iniciou reunião para definir a taxa básica de juros, com expectativa majoritária de redução de 0,25 ponto percentual diante da melhora na inflação.
Pontos principais
- A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorre nos dias 4 e 5 de agosto de 2026.
- A maioria dos analistas projeta uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano.
- A projeção do mercado para o IPCA em 2026 recuou para 5,03%, embora permaneça acima do teto da meta.
- Gestores de fundos apontam recorde de pessimismo com a economia brasileira devido a preocupações fiscais.
- A CNI alerta que, mesmo com o corte, os juros permanecem em patamar contracionista, dificultando a recuperação industrial.
- Analistas divergem sobre a continuidade do ciclo de cortes, citando riscos externos e a política monetária dos EUA.
- A dívida bruta do Brasil é projetada em 81,6% do PIB para 2026, aumentando a cautela sobre a sustentabilidade fiscal.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira sua quinta reunião de 2026 para definir o novo patamar da taxa básica de juros. A expectativa predominante no mercado financeiro, corroborada por 96% dos gestores consultados em pesquisa recente, é de um corte de 0,25 ponto percentual, o que reduziria a Selic para 14% ao ano. O movimento é sustentado por uma leve melhora nas projeções de inflação, que recuaram para 5,03% em 2026, apesar de ainda superarem o teto da meta oficial.
Apesar da perspectiva de flexibilização monetária, o clima entre os agentes econômicos é de cautela. Relatórios indicam que o pessimismo sobre a economia brasileira atingiu níveis recordes, impulsionado por incertezas quanto à trajetória da dívida pública e riscos fiscais. Além disso, a indústria brasileira manifesta preocupação, argumentando que o nível atual dos juros ainda é excessivamente restritivo, pressionando margens de lucro e limitando a capacidade de investimento do setor. A continuidade do ciclo de cortes após esta reunião permanece incerta, dependendo da volatilidade cambial, da postura do Federal Reserve e da evolução do cenário fiscal doméstico.
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