Deflação de 0,32% em agosto derruba taxas do Tesouro Direto
O IPCA abaixo do esperado em agosto provocou uma queda generalizada nas taxas de juros dos títulos públicos brasileiros.
Pontos principais
- O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, superando a expectativa de 0,29% do mercado.
- A inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 4,22%.
- Grupos de Habitação e Transportes foram os principais responsáveis pela queda no índice.
- Taxas de títulos prefixados recuaram entre 8 e 10 pontos-base no Tesouro Direto.
- O título IPCA+ 2032 apresentou compressão de 15 pontos-base nos juros reais.
O mercado brasileiro reagiu à divulgação do IPCA de agosto, que apresentou uma deflação de 0,32%, resultado que superou as projeções de 0,29% esperadas pelos analistas. Esse cenário de arrefecimento nos preços, impulsionado principalmente pelos setores de Habitação e Transportes, gerou um movimento de queda generalizada nas taxas dos títulos públicos ofertados no Tesouro Direto.
Como reflexo direto do dado inflacionário, os títulos prefixados registraram recuos entre 8 e 10 pontos-base, enquanto os papéis atrelados à inflação também sofreram compressão de juros reais. O destaque ficou para o título IPCA+ 2032, que apresentou uma queda de 15 pontos-base. Enquanto o Brasil observa esse alívio nos preços internos, o cenário global permanece atento à inflação persistente nos Estados Unidos, onde o CPI de agosto subiu 0,4%, mantendo a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries.
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