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Moraes nega monitoramento de Mendonça em relatórios da Polícia Federal

Ministro Alexandre de Moraes refutou alegações de vigilância indevida durante sessão no STF que discute desdobramentos do caso Banco Master.

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Foto: Times Brasil
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15/09 às 18:15 · atualizado 21:01

Pontos principais

  • Alexandre de Moraes negou a existência de qualquer monitoramento contra o ministro André Mendonça.
  • A discussão surgiu a partir de relatórios da Polícia Federal citados no âmbito do caso Banco Master.
  • Mendonça defendeu que os procedimentos envolvendo ele e Moraes sejam julgados separadamente pelo STF.
  • Moraes classificou como patética a alegação de que teria monitorado as atividades do colega de Corte.
  • O julgamento sobre a possível investigação de Moraes foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino.
  • A PGR solicitou a anulação de relatórios produzidos por Mendonça, apontando irregularidades processuais.
  • Cármen Lúcia manifestou preocupação com o impacto institucional da exposição pública dos ministros.

Durante sessão extraordinária no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes negou categoricamente que tenha havido qualquer tipo de monitoramento contra o ministro André Mendonça. O debate ocorreu em meio à análise de relatórios da Polícia Federal relacionados ao caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Moraes afirmou que os documentos produzidos pela corporação são oficiais e refutou as insinuações de vigilância, classificando as alegações como infundadas.

O impasse jurídico também envolve a definição sobre se as condutas de ambos os ministros devem ser julgadas de forma conjunta ou separada pelo plenário. André Mendonça, acompanhado pelo ministro Edson Fachin, defendeu que os casos possuem bases fáticas distintas e não deveriam ser analisados simultaneamente. Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República solicitou a anulação de um relatório parcial apresentado por Mendonça, argumentando que houve irregularidades no avanço de investigações contra um magistrado sem a devida comunicação ao colegiado.

A tensão entre os ministros culminou na suspensão do julgamento, após o ministro Flávio Dino solicitar vista dos autos, paralisando a análise sem data definida para o retorno. O cenário gerou um mal-estar cívico, com a ministra Cármen Lúcia expressando preocupação quanto à imagem da Corte diante da espetacularização das denúncias. Enquanto Moraes nega irregularidades e aponta abuso de autoridade na conduta de Mendonça, o tribunal enfrenta o desafio de resolver o impasse interno sem aprofundar a crise institucional.

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