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Moraes pede anulação de relatório da PF ao STF por suspeita de interferência externa

Em manifestação ao STF, o ministro Alexandre de Moraes alega que relatório da PF sobre suas interações com Daniel Vorcaro foi produzido com auxílio estrangeiro e pede sua anulação.

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Foto: G1 Mundo
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15/09 às 08:15 · atualizado 11:03

Pontos principais

  • O ministro Alexandre de Moraes apresentou manifestação de 44 páginas e 121 tópicos ao presidente do STF, Edson Fachin.
  • O documento, protocolado na Pet 16.704/DF, contesta a validade de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Moraes aponta uma 'total quebra da cadeia de custódia' no documento produzido pela corporação.
  • Segundo o ministro, os metadados indicam que o relatório foi aberto e finalizado no mesmo dia, em um prazo de 72 horas.
  • O magistrado argumenta que o tempo de elaboração seria impossível para um documento daquela complexidade.
  • Moraes sustenta que o relatório não foi produzido integralmente pela PF, mas com auxílio de um órgão externo, possivelmente estrangeiro.
  • O ministro classificou a suposta interferência como uma tentativa de influenciar o cenário eleitoral brasileiro.
  • A defesa de Moraes pede a nulidade do procedimento, alegando que as mensagens citadas são fantasiosas e não possuem correspondência real.
  • O plenário do STF iniciou sessão extraordinária para analisar o caso e decidir sobre a abertura de uma investigação formal.

O ministro Alexandre de Moraes enviou uma manifestação formal ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitando a anulação de um relatório da Polícia Federal que aponta supostas interações entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No documento, protocolado sob o número Pet 16.704/DF, o ministro detalha 121 tópicos em 44 páginas, argumentando que houve uma falha grave na cadeia de custódia das provas apresentadas pela corporação.

De acordo com o ministro, a análise dos metadados do arquivo revela que o relatório foi aberto e finalizado no mesmo dia, totalizando um período de elaboração de apenas 72 horas. Moraes afirma que tal celeridade é incompatível com a complexidade e a extensão do material, sugerindo que o documento não foi produzido integralmente pela Polícia Federal. Ele levanta a hipótese de que o conteúdo tenha sido gerado com o auxílio de um órgão externo, possivelmente de origem estrangeira, com o objetivo de promover uma interferência indevida no processo eleitoral brasileiro.

Além das questões técnicas sobre a produção do relatório, o ministro negou categoricamente qualquer irregularidade em sua atuação profissional ou em relação ao Banco Master. Moraes classificou as mensagens atribuídas a ele como fantasiosas e desprovidas de correspondência com a realidade, reiterando que nunca atuou em processos que envolvessem os interesses de Vorcaro. Ele atribui a condução da investigação a uma motivação política, apontando o ministro André Mendonça como responsável por um direcionamento ilegal do procedimento.

A manifestação ocorre em um momento de alta tensão no STF, que realiza uma sessão extraordinária para deliberar sobre a abertura de uma investigação formal contra o ministro. O plenário do tribunal deve decidir se os elementos apresentados pela Polícia Federal são suficientes para justificar a apuração, enquanto a Procuradoria-Geral da República já se manifestou pelo arquivamento da peça, alegando vício de origem na decisão que autorizou a investigação.

O caso tem gerado repercussão internacional e interna, colocando em xeque a dinâmica entre os poderes e o funcionamento das instituições de controle. Enquanto o STF avalia os próximos passos, a defesa de Moraes insiste na nulidade absoluta do procedimento, argumentando que a integridade das provas foi comprometida desde a sua origem, o que invalidaria qualquer medida subsequente baseada no relatório questionado.

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