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Levantamento aponta supostas ligações entre seis ministros do STF e Banco Master

Análise indica possíveis vínculos de seis ministros do Supremo com o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master, gerando debates sobre a imparcialidade da Corte.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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12/09 às 19:45, atualizado 13/09 às 04:31

Pontos principais

  • Levantamento cita os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cássio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
  • Supostas conexões incluem contratos de advocacia, pagamentos a familiares, encontros presenciais e convites para eventos.
  • O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, assumiu a relatoria de petição que investiga a relação entre Moraes e Vorcaro.
  • Plenário do STF realizará sessão extraordinária na próxima terça-feira (15) para deliberar sobre a investigação.
  • Relatório da Polícia Federal aponta troca de 52 mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário.
  • A Procuradoria-Geral da República defende o arquivamento do relatório, alegando irregularidades processuais na sua origem.
  • Especialistas discutem a diferença jurídica entre impedimento e suspeição diante das revelações.

Um levantamento divulgado pelo analista Guilherme Ravache trouxe à tona supostas ligações entre seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A lista de magistrados citados inclui Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cássio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Segundo o documento, as conexões envolveriam desde contratos de advocacia e pagamentos a familiares até a participação em eventos patrocinados e encontros presenciais, levantando questionamentos sobre a independência da Corte em casos envolvendo a instituição financeira.

Diante da repercussão, o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, assumiu a relatoria de uma petição que investiga especificamente a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário. O caso ganhou contornos críticos após um relatório da Polícia Federal indicar a troca de 52 mensagens entre ambos, o que motivou a marcação de uma sessão extraordinária para a próxima terça-feira (15). Enquanto a ala ligada a Moraes busca barrar a investigação por meio de questões processuais preliminares, a Procuradoria-Geral da República defende o arquivamento do processo, argumentando que houve falhas na comunicação à Presidência do tribunal e irregularidades na origem dos dados obtidos.

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