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Irã sinaliza escalada de confronto após ataques a navios dos EUA

Segundo comunicado do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), mísseis balísticos atingiram a base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, e os contratorpedeiros americanos DDG-119 e DDG-53, com Teerã prometendo que a batalha vai continuar até o fim da agressão americana.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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09/09 às 11:45, atualizado 22:45

Pontos principais

  • Segundo comunicado do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o Irã disparou mísseis balísticos de combustível sólido e líquido, com ogivas de fragmentação, contra a base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, usada pelos EUA.
  • Os mísseis atingiram hangares de manutenção, áreas de preparação de aeronaves e abrigos de caças F-35, F-16 e F-15; o IRGC classificou os danos como pesados.
  • O sistema antiaéreo Patriot dos EUA disparou de forma extensa, mas sem êxito, contra os mísseis, segundo imagens divulgadas pelo Irã.
  • O IRGC afirma ter atingido também os contratorpedeiros DDG-119 e DDG-53, equipados com mísseis de cruzeiro e o sistema Aegis, com danos que classificou como significativos.
  • "Esta poderosa batalha vai continuar", declarou o IRGC, prometendo manter as operações até o fim da agressão americana.
  • O Corpo enquadra os ataques como retaliação a uma ofensiva dos EUA contra navios comerciais e petroleiros no Estreito de Ormuz, que destruiu cinco embarcações iranianas.
  • A Guarda Revolucionária ameaçou atacar qualquer nação que ofereça suporte logístico ou militar às operações americanas na região.
  • O preço do petróleo Brent superou US$ 100 por barril em meio à escalada das tensões.
  • O presidente Donald Trump declarou que o conflito deve terminar após as eleições legislativas de novembro.

O Irã intensificou o confronto com os Estados Unidos ao atacar, segundo comunicado do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) divulgado pela Press TV, a base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, usada por forças americanas. O IRGC afirma ter disparado uma barragem maciça de mísseis balísticos de combustível sólido e líquido, com ogivas de fragmentação, contra hangares de manutenção, áreas de preparação de aeronaves e abrigos de caças F-35, F-16 e F-15, classificando os danos como pesados. Segundo o comunicado, o sistema antiaéreo Patriot dos EUA disparou de forma extensa, mas sem êxito, contra os mísseis.

O Corpo afirma também ter atingido os contratorpedeiros americanos DDG-119 e DDG-53, equipados com mísseis de cruzeiro e o sistema Aegis, com mísseis balísticos que causaram danos classificados como significativos. O Irã enquadra os ataques como retaliação a uma ofensiva naval dos EUA contra navios comerciais e petroleiros iranianos no Estreito de Ormuz, que resultou na destruição de cinco embarcações iranianas, e atribui o episódio à pressão gerada pela resistência da Marinha do IRGC no estreito.

Esta poderosa batalha vai continuar, afirmou o IRGC, prometendo manter as operações até o fim da agressão americana. A Guarda Revolucionária também ameaçou atacar qualquer nação que ofereça suporte logístico ou militar às operações americanas na região. A escalada ocorre em meio a crise econômica severa no Irã, com inflação próxima de 90%, e elevou o petróleo Brent acima dos US$ 100 por barril.

Enquanto o presidente Donald Trump declarou que o conflito deve terminar após as eleições legislativas de novembro, a situação no Estreito de Ormuz permanece volátil. O Irã continua a reivindicar controle sobre o monitoramento da região e afirma possuir capacidade de atingir alvos inimigos a longas distâncias.

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