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Ibovespa cai 0,93% e dólar sobe a R$ 5,11 com tensões globais e crise no STF

O mercado financeiro brasileiro recuou nesta quarta-feira, pressionado pela alta do petróleo, incertezas fiscais e um impasse institucional no Supremo Tribunal Federal.

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Foto: Times Brasil
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09/09 às 09:45, atualizado 19:03

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,93%, aos 185.629 pontos.
  • O dólar à vista fechou em alta de 0,52%, cotado a R$ 5,1123.
  • O petróleo Brent superou a marca de US$ 100 por barril devido à escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã.
  • O ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, revertendo decisão de André Mendonça.
  • As taxas dos DIs subiram, interrompendo uma sequência de quedas, influenciadas pelo avanço dos rendimentos dos títulos americanos.
  • Investidores mantêm cautela à espera da divulgação de dados de inflação, como o CPI dos EUA e o IPCA brasileiro.

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de aversão ao risco nesta quarta-feira, com o Ibovespa fechando em queda de 0,93% e o dólar avançando para R$ 5,11. O movimento foi impulsionado por um cenário externo desfavorável, marcado pela alta do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, reflexo direto da escalada de tensões militares entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. A pressão sobre os ativos locais também foi agravada pela alta nos rendimentos dos Treasuries americanos, que elevou a cautela global quanto à manutenção de políticas monetárias restritivas.

No âmbito doméstico, a instabilidade institucional no Supremo Tribunal Federal adicionou camadas de incerteza ao radar dos investidores. A decisão do ministro Flávio Dino de reverter um ato do ministro André Mendonça, determinando o retorno de Andrei Rodrigues à direção da Polícia Federal, foi lida pelo mercado como um sinal de atrito entre os magistrados. Somado às preocupações com a trajetória fiscal e sinalizações governamentais sobre o preço dos combustíveis, o ambiente político contribuiu para a realização de lucros e a alta nas taxas dos DIs, que interromperam uma série de cinco quedas consecutivas.

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