Ibovespa fecha estável em dia de aversão ao risco e tensão geopolítica
O Ibovespa encerrou o pregão com leve queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, pressionado pela instabilidade global e pela escalada do conflito EUA-Irã.
Pontos principais
- O Ibovespa recuou 0,06% no fechamento, acumulando uma baixa semanal de 2,33%.
- A escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo em cerca de 5%.
- O setor de tecnologia global sofreu uma liquidação, impactando fabricantes de chips e empresas de IA.
- O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,11, com valorização de 0,24%.
- O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de maio subiu 0,07%, superando as expectativas do mercado.
- As taxas dos DIs registraram altas firmes, com o vencimento para 2028 atingindo 14,1%.
- A alta das ações da Petrobras ajudou a conter perdas maiores no índice, compensando a pressão sobre bancos.
- O vencimento de opções na B3 contribuiu para a volatilidade e o volume financeiro de R$ 23,6 bilhões.
- Setores como varejo, construção civil e educação lideraram as baixas no mercado acionário brasileiro.
- O ouro subiu 0,66% na Comex, refletindo a busca de investidores por ativos de proteção.
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira praticamente estável, aos 173.714 pontos, em um cenário marcado pela aversão ao risco global. O mercado brasileiro foi influenciado pela escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, que impulsionou os preços do petróleo em cerca de 5% e aumentou a cautela dos investidores em relação a mercados emergentes. O movimento de 'risk-off' foi agravado por uma liquidação acentuada no setor de tecnologia e semicondutores ao redor do mundo, refletindo incertezas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial.
Internamente, o desempenho foi misto. Enquanto a valorização das ações da Petrobras, impulsionada pela alta da commodity, serviu como um contrapeso importante, o setor bancário e de consumo sofreu pressão vendedora. Além disso, o mercado reagiu aos dados do Banco Central, que indicaram uma alta de 0,07% no IBC-Br de maio, resultado que superou as projeções de estabilidade. As taxas dos DIs (Depósito Interfinanceiro) registraram altas firmes, com o vencimento para janeiro de 2028 atingindo 14,1%, refletindo a cautela fiscal e o cenário de juros futuros.
A semana foi negativa para o índice, que acumulou queda de 2,33%. O ambiente de incerteza foi potencializado pelo vencimento de opções na B3, que trouxe volatilidade adicional às negociações. O dólar, por sua vez, fechou em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,11, acompanhando a busca por proteção em ativos como o ouro. Analistas seguem monitorando o impacto do conflito geopolítico na inflação global e as expectativas para a próxima reunião do Copom, onde o mercado projeta um possível corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic para agosto.
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