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Dino reintegra Andrei Rodrigues à PF e gera críticas de parlamentares

O ministro Flávio Dino reverteu o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF, decisão que provocou reações de opositores e crise no STF.

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Foto: G1 Política
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09/09 às 09:45, atualizado 21:02

Pontos principais

  • O ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
  • A decisão de Dino reverteu o afastamento determinado anteriormente pelo ministro André Mendonça.
  • O senador Esperidião Amin classificou a medida judicial como um 'cambalacho'.
  • O Partido Novo protocolou um pedido de impeachment contra o ministro Flávio Dino.
  • Leandro Almada também foi reintegrado ao cargo de chefe de Inteligência da corporação.
  • Vinte e quatro superintendentes da PF manifestaram apoio à permanência de Andrei Rodrigues.
  • O ministro André Mendonça considerou a decisão de Dino ilegal, mas não pretende recorrer nos autos.
  • O presidente do STF, Edson Fachin, cancelou a sessão plenária desta quarta-feira (9) devido à crise.
  • Dino justificou a decisão alegando riscos a investigações sob sua relatoria e falhas processuais na ordem de Mendonça.
  • Opositores, como o senador Flávio Bolsonaro, acusaram o governo de tentar vencer disputas no 'tapetão'.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão reverteu uma medida cautelar proferida apenas um dia antes pelo ministro André Mendonça, que havia afastado Rodrigues e o chefe de Inteligência, Leandro Almada, de suas respectivas funções. Dino justificou o ato apontando supostas irregularidades processuais na decisão de seu colega e alertou para o risco de comprometimento de investigações em curso sob sua relatoria, incluindo apurações sobre o uso de emendas parlamentares.

A movimentação gerou forte reação no meio político e jurídico. O senador Esperidião Amin criticou duramente a medida, classificando-a como um "cambalacho". No mesmo sentido, o Partido Novo formalizou um pedido de impeachment contra Flávio Dino, argumentando falta de imparcialidade, uma vez que o ministro foi o responsável pela nomeação de Rodrigues quando ocupava a pasta da Justiça. O senador Flávio Bolsonaro também se manifestou, acusando o governo de buscar vitórias judiciais por meio de manobras, o que chamou de "tapetão".

Dentro do STF, o clima de instabilidade se intensificou, levando o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a cancelar a sessão plenária que ocorreria nesta quarta-feira. O ministro André Mendonça, embora tenha classificado a decisão de Dino como ilegal em conversas reservadas com outros magistrados, indicou que não pretende apresentar recursos formais nos autos do processo, mantendo o impasse jurídico entre os dois gabinetes.

Em contrapartida, a cúpula da Polícia Federal reagiu em defesa da estabilidade institucional. Vinte e quatro superintendentes regionais da corporação divulgaram uma nota pública declarando apoio à gestão de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. No documento, os oficiais enfatizaram que a recondução dos diretores é essencial para manter a serenidade da instituição e defenderam que a Polícia Federal deve atuar com autonomia, sem se submeter a disputas político-eleitorais ou interesses circunstanciais.

Especialistas em direito constitucional observam que o episódio reflete um momento de tensão elevada no tribunal, onde decisões monocráticas conflitantes têm gerado questionamentos sobre a segurança jurídica. Enquanto a oposição mantém a pressão política, a expectativa é que o caso continue a alimentar debates sobre os limites da atuação dos ministros em inquéritos sensíveis que envolvem a cúpula das forças de segurança e o Congresso Nacional.

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