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Mendonça homologa delação de operador que detalha repasses ao filme 'Dark Horse'

O ministro André Mendonça homologou a delação de Antonio Carlos Freixo Junior, que detalha o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro a mando de Daniel Vorcaro.

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Foto: Times Brasil
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09/09 às 15:15, atualizado 21:31

Pontos principais

  • O ministro do STF André Mendonça homologou o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.
  • O delator afirmou ter realizado sete repasses, totalizando US$ 12,333 milhões, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos.
  • Os recursos teriam sido destinados ao financiamento do filme 'Dark Horse', sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
  • Freixo Junior declarou que os repasses foram feitos a mando de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro.
  • A Polícia Federal investiga se o montante foi integralmente aplicado na produção cinematográfica ou desviado para outros fins.
  • O colaborador relatou a geração de dinheiro vivo, transportado em malas, para pagamentos de propinas sem registro bancário.
  • A delação menciona o uso de empresas nas Bahamas, como a Entre Investiments and Arbitrage Ltd., para movimentar valores.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, homologou nesta semana o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, empresário e operador financeiro conhecido como Mineiro. Em seu depoimento, o colaborador detalhou um esquema de movimentação financeira milionária operado a mando de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo o delator, a estrutura era utilizada tanto para a geração de dinheiro vivo, entregue em malas para pagamentos de propinas, quanto para transferências internacionais complexas.

Um dos pontos centrais da delação envolve o financiamento do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Freixo Junior afirmou ter realizado sete repasses que somaram US$ 12,333 milhões para o fundo Havengate, sediado no Texas e administrado por um advogado com ligações próximas à família Bolsonaro. O empresário declarou que as operações foram solicitadas diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro a Vorcaro, levantando questionamentos sobre a origem e a finalidade real dos recursos.

As investigações da Polícia Federal buscam agora determinar se o montante enviado ao fundo foi integralmente aplicado na produção do longa-metragem ou se parte dos valores foi desviada para custear despesas pessoais, incluindo a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O delator entregou às autoridades recibos de malas utilizadas para o transporte de valores e comprovantes de transferências bancárias realizadas através de empresas sediadas nas Bahamas. A homologação da delação marca um avanço significativo nas apurações sobre as atividades financeiras de Vorcaro e suas conexões políticas.

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