Empresário confirma delação sobre esquema de propina no Banco Master
Antonio Carlos Freixo Junior validou delação premiada no STF, detalhando movimentação de R$ 1,3 bilhão para pagamentos em espécie.
Pontos principais
- O empresário Antonio Carlos Freixo Junior confirmou a voluntariedade de sua delação em audiência com o STF.
- O delator afirmou ter movimentado R$ 1,3 bilhão entre 2020 e 2025 a pedido de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
- Segundo o relato, os valores eram convertidos em dinheiro vivo e entregues em malas para o pagamento de propinas.
- Freixo apontou o uso de contratos de mútuo simulados para mascarar as transferências bancárias realizadas por sua empresa.
- O empresário também citou o repasse de US$ 12,3 milhões para o filme 'Dark Horse' a pedido de Flávio Bolsonaro.
O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, compareceu a uma audiência com um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal, para ratificar os termos de sua delação premiada. Durante o depoimento, Freixo detalhou um suposto esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o Banco Master. Segundo o delator, ele teria movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão entre 2020 e 2025, utilizando contratos de mútuo simulados para justificar transferências bancárias que, na realidade, serviam para gerar dinheiro vivo destinado ao pagamento de propinas. O caso ganha relevância ao envolver figuras políticas, com o empresário afirmando que sua empresa, a Entre Investimentos, teria repassado US$ 12,3 milhões para a produção do filme 'Dark Horse' por solicitação de Flávio Bolsonaro. As investigações seguem sob análise do STF para apurar a veracidade das denúncias e os possíveis beneficiários do esquema.
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