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CCJ do Senado vota PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1

A CCJ do Senado vota nesta quarta-feira a PEC que extingue a escala 6x1, com expectativa de que o tema avance para o plenário ainda nesta semana.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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31/08 às 09:16, atualizado 19/09 às 18:52

Pontos principais

  • A votação na CCJ do Senado está prevista para ocorrer na próxima quarta-feira.
  • O texto estabelece uma transição de 14 meses para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas.
  • A proposta garante dois dias de descanso semanal remunerado, preferencialmente com um domingo incluso.
  • A PEC 8/2025, de Erika Hilton, foi apensada à PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes, que tramita junto à proposta de Paulo Paim.
  • O vice-presidente Geraldo Alckmin indicou a possibilidade de a matéria ser votada no plenário do Senado ainda nesta semana.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal tem agendada para esta quarta-feira a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. O senador Paulo Paim (PT-RS) classificou o momento como histórico, destacando a convergência de propostas sobre o tema, incluindo a PEC 221/2019, de autoria de Reginaldo Lopes, à qual foi apensada a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton. O próprio Paim é autor da PEC 148/2015, que trata da redução da jornada e já havia sido aprovada pela comissão em dezembro passado. O texto em discussão propõe uma transição gradual de 14 meses, reduzindo a carga horária semanal de 44 para 40 horas, com uma etapa intermediária de 42 horas após 60 dias da promulgação. A medida assegura dois dias de descanso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, permitindo regimes diferenciados para profissões específicas mediante negociações coletivas. Enquanto aliados do governo buscam celeridade na tramitação, com o vice-presidente Geraldo Alckmin sinalizando a possibilidade de votação no plenário ainda nesta semana, setores da oposição utilizam instrumentos regimentais para tentar adiar a deliberação, mantendo o debate sobre a modernização das relações trabalhistas no centro da agenda política.

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