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Dólar deve subir frente ao real até 2027 com descompasso monetário

Analistas projetam valorização do dólar frente ao real até 2027, impulsionada pela divergência entre as políticas monetárias do Brasil e dos EUA.

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Foto: G1 - Economia
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28/08 às 14:15, atualizado 20:01

Pontos principais

  • Instituições financeiras como Itaú BBA, BTG Pactual e Santander preveem o dólar entre R$ 5,30 e R$ 5,40 ao final de 2026.
  • Projeções indicam que a moeda americana pode atingir R$ 5,50 até o fechamento de 2027.
  • O cenário é sustentado pela diferença de estratégia entre o Fed, que sinaliza juros altos, e o Copom, que segue em ciclo de cortes.
  • O presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou que o combate à inflação é prioridade, elevando a probabilidade de alta de juros nos EUA para 57,5%.
  • O dólar fechou a R$ 5,1965 após repercussão do discurso de Warsh em Jackson Hole.
  • O Banco Central brasileiro realizou intervenção de US$ 1 bilhão no mercado de câmbio para garantir liquidez.
  • Dados do Caged mostraram criação de 58 mil vagas formais em julho, abaixo das expectativas de mercado.

Analistas de grandes instituições financeiras, incluindo Itaú BBA, BTG Pactual e Santander, projetam uma trajetória de valorização do dólar frente ao real nos próximos anos. A estimativa aponta que a moeda americana pode alcançar a marca de R$ 5,40 até o final de 2026 e chegar a R$ 5,50 em 2027. Esse movimento é impulsionado principalmente pelo descompasso entre as políticas monetárias adotadas pelo Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos e pelo Banco Central do Brasil. Enquanto o Fed mantém um tom rígido para conter a inflação, sinalizando possíveis altas nos juros, o Copom brasileiro tem conduzido um ciclo de cortes na taxa Selic, que atingiu 14% ao ano em agosto. A pressão sobre o câmbio foi intensificada após declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, que indicou que o banco central americano poderá elevar os juros em setembro caso a inflação subjacente não retorne à meta de 2%. A perspectiva de juros mais altos nos EUA torna os ativos americanos mais atrativos, drenando recursos de mercados emergentes como o Brasil. Em resposta à volatilidade recente, o Banco Central brasileiro interveio no mercado com US$ 1 bilhão para suprir a liquidez da moeda. O cenário é agravado por indicadores domésticos de desaceleração econômica, como a criação de apenas 58 mil vagas formais em julho, número que ficou abaixo das projeções de mercado.

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