Inflação e alta do petróleo pressionam Fed por novo aumento de juros
O Federal Reserve avalia elevar os juros americanos nesta quarta-feira diante da inflação persistente e da escalada dos preços do petróleo.
Pontos principais
- Mercado projeta alta de juros para o intervalo de 3,75% a 4% na reunião do Fomc.
- Preços do petróleo Brent superam US$ 100 devido a tensões entre EUA e Irã.
- Payroll de agosto superou expectativas com a criação de 162 mil vagas.
- Alta de juros nos EUA pode pressionar a saída de dólares do Brasil e a taxa Selic.
O Federal Reserve enfrenta uma pressão crescente para elevar os juros americanos nesta quarta-feira, impulsionado por um cenário de inflação persistente e um mercado de trabalho aquecido. Dados de agosto revelaram um avanço de 0,4% tanto no CPI quanto no PPI, enquanto a criação de 162 mil vagas no payroll superou significativamente as projeções iniciais. Paralelamente, a escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo Brent acima dos US$ 100, aumentando os riscos inflacionários globais.
Embora instituições como Bradesco e Stratton Capital defendam a manutenção das taxas, citando a desaceleração nos custos de aluguéis, o mercado precifica uma possível elevação para o intervalo de 3,75% a 4%. Esse movimento é acompanhado com atenção pelo Brasil, uma vez que o aumento dos juros nos EUA tende a provocar a saída de dólares do mercado doméstico, gerando pressão adicional sobre a taxa Selic e a economia brasileira.
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