Banco do Brasil enfrenta desafios com inadimplência no agronegócio
Deterioração da carteira de crédito rural e alta inadimplência pressionam o ROE do Banco do Brasil e geram incertezas sobre sua estrutura de capital.
Pontos principais
- A inadimplência acima de 90 dias no segmento de agronegócio do Banco do Brasil alcançou 6,3% no segundo trimestre.
- O banco registrou um ROE de 8,3% no período, desempenho inferior ao de concorrentes como Itaú e Bradesco.
- A renegociação de R$ 30 bilhões em dívidas do setor agro, via MP 1376, ainda aguarda definição de regras pelo governo federal.
- Analistas do mercado, incluindo o Citi, questionam a viabilidade do guidance da instituição e preveem necessidade de reforço de capital.
- O cenário de crédito é agravado por um contexto macroeconômico de cautela, com o Banco Central estudando medidas para conter a alavancagem das famílias.
O Banco do Brasil atravessa um momento de pressão operacional, marcado pelo aumento da inadimplência em sua carteira de agronegócio, que atingiu 6,3% no segundo trimestre. Esse cenário, somado ao crescimento da inadimplência em outros segmentos, resultou em um ROE de 8,3%, patamar considerado abaixo dos pares privados. A incerteza é amplificada pela pendência da MP 1376, que prevê a renegociação de R$ 30 bilhões em dívidas rurais, mas ainda carece de diretrizes claras para implementação. Diante da baixa visibilidade sobre a resolução desses problemas, analistas do Citi reduziram o preço-alvo da ação para R$ 18, sinalizando riscos à estrutura de capital da instituição. O desafio ocorre em um momento em que o Banco Central avalia novas ferramentas para moderar o crédito no país, adicionando uma camada extra de cautela ao setor bancário brasileiro.
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