Inadimplência recorde no Brasil deve persistir até 2027
Executivos dos maiores bancos do país projetam que o alto endividamento das famílias e os juros elevados manterão a inadimplência em patamares recordes.
Pontos principais
- A inadimplência no crédito ao consumidor atingiu 5,6% nos meses de maio e junho.
- O endividamento das famílias consome cerca de um terço da renda mensal disponível.
- Bancos como Itaú, Santander e Bradesco mantêm postura cautelosa diante do cenário macroeconômico.
- Programas governamentais de renegociação de dívidas apresentam impacto limitado na redução dos índices.
- O crédito ao consumidor tem sido utilizado como complemento de renda, mascarando problemas estruturais.
Executivos dos principais bancos brasileiros projetam que a inadimplência no crédito ao consumidor, que atingiu o patamar de 5,6% entre maio e junho, deve permanecer em níveis recordes até 2027. O cenário é pressionado pela combinação de taxas de juros elevadas e pelo elevado grau de alavancagem das famílias, que comprometem cerca de um terço de sua renda mensal com o pagamento de dívidas. Instituições como Itaú, Santander e Bradesco adotam uma postura de cautela, avaliando que os programas de renegociação de dívidas do governo têm tido eficácia limitada para reverter o quadro. Enquanto o mercado financeiro debate o futuro da política monetária, a persistência do endividamento das famílias reflete desafios estruturais na economia doméstica, onde o acesso ao crédito tem servido como um complemento de renda em vez de uma alavanca para o consumo sustentável.
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