Bancos brasileiros restringem crédito no 2º trimestre de 2026
Instituições financeiras priorizam clientes de alta renda e operações com garantia diante do alto endividamento das famílias brasileiras.
Pontos principais
- Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil adotaram postura de cautela na concessão de crédito no segundo trimestre de 2026.
- O comprometimento de renda das famílias atingiu cerca de 50%, elevando o risco de inadimplência no setor.
- Bancos migraram o foco para produtos com garantia, restringindo o acesso ao crédito para faixas de menor renda.
- O Citi reduziu o preço-alvo das ações do Banco do Brasil para R$ 18, citando preocupações com a qualidade dos ativos.
- O Nubank apresentou crescimento de lucro, embora tenha registrado aumento na inadimplência acima de 90 dias.
Os grandes bancos brasileiros consolidaram uma estratégia de maior rigor na concessão de crédito durante o segundo trimestre de 2026. Diante de um cenário onde o comprometimento da renda das famílias atingiu a marca de 50%, as instituições financeiras optaram por priorizar clientes de alta renda e operações lastreadas em garantias, buscando mitigar os riscos de uma possível desaceleração no consumo e o aumento da inadimplência. Executivos do setor alertam que o volume de crédito distribuído no mercado superou a capacidade de absorção das famílias, forçando uma reavaliação das carteiras.
O impacto dessa postura reflete diretamente no mercado financeiro e nas projeções para o setor. O Citi, por exemplo, revisou para baixo as estimativas de lucro do Banco do Brasil e reduziu o preço-alvo da ação para R$ 18, apontando desafios na qualidade dos ativos. Paralelamente, o setor observa a trajetória do Nubank, que, apesar de manter um crescimento robusto de lucro e eficiência operacional superior, também enfrenta pressões na inadimplência de longo prazo. A divergência entre os modelos de negócio dos bancos tradicionais e das fintechs evidencia a complexidade do atual ciclo de crédito no Brasil.
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