Grandes bancos brasileiros restringem crédito no segundo trimestre
Instituições financeiras priorizam clientes de alta renda e garantias reais diante do alto endividamento das famílias brasileiras.
Pontos principais
- Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil adotaram postura conservadora na concessão de crédito no 2T de 2026.
- O comprometimento de renda das famílias atingiu 50%, elevando o risco de inadimplência no mercado.
- Bancos migraram o foco para produtos com garantia e clientes de maior renda para mitigar perdas.
- Bradesco elevou provisões para devedores duvidosos, enquanto o Nubank registrou alta na inadimplência acima de 90 dias.
Os principais bancos brasileiros apresentaram resultados do segundo trimestre de 2026 marcados por uma estratégia de cautela. Diante de um cenário onde o comprometimento da renda das famílias atingiu cerca de 50%, as instituições financeiras optaram por restringir a oferta de crédito para perfis de maior risco. A estratégia atual prioriza operações com garantias reais e clientes de alta renda, visando proteger os balanços contra a deterioração do crédito. Executivos do setor alertam que o volume de crédito disponível no mercado superou a capacidade de absorção das famílias, o que pode sinalizar uma desaceleração no consumo nos próximos meses. Enquanto o Bradesco reforçou suas provisões para devedores duvidosos, o Nubank observou um aumento na inadimplência superior a 90 dias, evidenciando os desafios enfrentados por diferentes modelos de negócio no atual ambiente econômico.
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