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Trump nega negociações com Irã e reivindica soberania sobre Ormuz

O presidente Donald Trump descartou conversas com o Irã, enquanto Teerã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim de sanções e bloqueios americanos.

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Foto: SCMP - World
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18/08 às 11:45, atualizado 21:31

Pontos principais

  • Donald Trump publicou um mapa nas redes sociais retratando o Estreito de Ormuz como um novo território dos Estados Unidos.
  • O presidente americano negou a existência de qualquer negociação em curso ou agendada com o governo iraniano.
  • O negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf afirmou que o estreito permanecerá fechado até que os EUA cumpram exigências de junho.
  • As demandas iranianas incluem o fim do bloqueio a portos, a suspensão de sanções ao petróleo e a liberação de ativos congelados.
  • Trump ameaçou bombardear o Omã caso o país interfira na soberania sobre a rota marítima, quebrando a neutralidade histórica do mediador.
  • A administração americana sustenta que o Estreito de Ormuz está operacional após a remoção de minas, contradizendo a posição iraniana.
  • O conflito, que já dura seis meses, mantém o Estreito de Ormuz como um ponto central de instabilidade global para o transporte de energia.

O presidente Donald Trump reafirmou sua postura de linha dura em relação ao Irã ao negar a existência de qualquer negociação diplomática entre os dois países. Em postagens recentes, o mandatário americano designou o Estreito de Ormuz como um novo território dos Estados Unidos, intensificando a retórica de soberania sobre a via marítima estratégica. A declaração de Trump ocorre em um momento de escalada militar que já dura quase seis meses, marcada por ataques coordenados e um impasse persistente no transporte global de energia.

Em contrapartida, o negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf condicionou a reabertura do estreito ao cumprimento de um acordo provisório estabelecido em junho. O Irã exige o fim do bloqueio a seus portos, a suspensão de sanções sobre a exportação de petróleo e a liberação de ativos financeiros congelados, além do encerramento das operações militares americanas na região. A situação é agravada pela ameaça de Trump de bombardear o Omã, país que historicamente atua como mediador neutro, caso o governo omanense interfira nas pretensões americanas sobre a rota marítima.

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