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Bolsas americanas caem com alta do petróleo e tensão entre EUA e Irã

O Dow Jones recuou 0,51% nesta segunda-feira, pressionado pela valorização do petróleo e pela escalada diplomática após o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã.

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Foto: Times Brasil
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17/08 às 19:45 · atualizado 18/08 às 07:04

Pontos principais

  • O preço do barril de petróleo Brent superou a marca de US$ 91 devido ao risco geopolítico.
  • O fim do cessar-fogo entre Washington e Teerã elevou incertezas nos mercados globais.
  • O presidente Donald Trump afirmou que o Irã deve se render, enquanto o país persa sinaliza postura militar ofensiva.
  • O rendimento dos Treasuries de 30 anos atingiu o maior patamar desde 2007, refletindo temores inflacionários.
  • Índices como S&P 500 e Nasdaq também registraram quedas no pregão de segunda-feira.
  • Mercados na Ásia-Pacífico e Europa acompanharam o movimento de baixa, com o Nikkei recuando 2,54%.

As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram o pregão desta segunda-feira em território negativo, refletindo a deterioração do cenário geopolítico no Oriente Médio. O principal catalisador da aversão ao risco foi o encerramento do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, evento que impulsionou os preços do petróleo Brent para acima de US$ 91 por barril. A retórica entre as nações se intensificou, com o presidente Donald Trump exigindo a rendição iraniana, enquanto Teerã ameaça adotar uma postura militar ofensiva, gerando incertezas sobre o fornecimento global de energia.

Além da pressão geopolítica, o mercado financeiro reagiu à alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, com o Treasury de 30 anos atingindo seu nível mais elevado desde 2007. Esse movimento reflete a busca dos investidores por proteção e o receio de que a instabilidade no Oriente Médio possa alimentar pressões inflacionárias globais. O impacto foi sentido em escala mundial, com índices asiáticos e europeus também registrando perdas significativas. Agora, o foco dos investidores se volta para a divulgação de dados econômicos dos EUA e para os balanços corporativos da semana, que deverão fornecer mais clareza sobre a resiliência da economia americana diante do atual cenário de volatilidade.

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